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Pesquisa prevê carne mais barata em 2023

Alta “considerável” nos rebanhos brasileiros para o próximo ano deve fazer o custo final cair até 20%, de acordo com estudo

Greg Poloni e Gustavo Andrade, do jornal A Tribuna | 26/07/2022 09:46 h

O custo final da carne bovina brasileira deve cair até 20% para o consumidor final em 2023, em função de uma maior oferta do produto no mercado interno.

Foi o que apontou o relatório final divulgado pela Safras & Mercado, maior consultoria do setor no País. De acordo com o estudo, cortes como filé mignon e picanha devem ter o custo reduzido entre R$ 15 e R$ 20 por quilo.

“O aumento da oferta dentro do Brasil e as comercializações para o exterior vão andar de mãos dadas. Tudo isso é possível em cima da boa ampliação do volume de reposição desses rebanhos, com a incorporação de bezerros”, diz o diretor da consultoria, Fernando Iglesias.

Segundo os dados da pesquisa, atualmente a carcaça do boi é vendida no Brasil por aproximadamente R$ 320. Para o próximo ano, a expectativa é de que esse mesmo produto tenha o custo para os frigoríficos de R$ 250.

Segundo Iglesias, a maior oferta de animais destinados ao mercado interno é fruto de uma alta “considerável” nos rebanhos brasileiros para o próximo ano.

Ao mesmo tempo, ele ressalta que o setor também continuará com uma tendência de fortes exportações.

De acordo com a Safras & Mercado, a expectativa é que o setor pecuário brasileiro registre um resultado expressivo para 2023, com um montante superior a 226,3 milhões de cabeças de gado. O número equivale a quatro milhões a mais que esse ano.

No Estado, o superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Hélio Schneider, afirma ser uma situação que considera difícil de fazer previsão de forma tão antecipada.

“A tendência é, sim, de crescimento, até porque o Brasil está produzindo bem. Mas, por exemplo, depende dos períodos de sazonalidade, que chamamos de entressafra”, diz o superintendente da Acaps.

De acordo com Schneider, no período de entressafra, que começa agora e vai até dezembro, a previsão é que o preço não suba, mas que se mantenha o atual.

“Para o próximo ano ainda não é possível prever, já que é considerado uma commodity”, reforça o superintendente da Acaps.

Empresários rebatem a pesquisa

Apesar do otimismo do estudo feito pela Safras & Mercado, que aponta  redução no preço da carne bovina para o consumidor final a partir do ano que vem, os empresários dos setores de pecuária discordam dessa perspectiva.

De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (Faes), Júlio Rocha Júnior, a estimativa não é de queda nos preços, mesmo com a maior produção interna.

Ele comenta que os produtores têm dois mercados para negociar a carne bovina, o interno e o externo, e a maioria prefere exportar e vender em dólar do que abastecer a demanda nacional.

Quem pensa parecido com Rocha Júnior é o diretor do Sindicato da Indústria do Frio do Espírito Santo (Sindifrio), Edivaldo Patêz Júnior, que discorda da estimativa de redução de 20% no valor final da carne vermelha.

Ele argumenta que esse levantamento é exagerado, já que o custo de produção é afetado pela inflação e o setor não consegue absorver uma redução de preços tão alta.

Patêz Júnior também diz que a exportação no momento é mais interessante para o produtor, o que deve consumir a maior parte da produção.

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