Marca capixaba vai investir até R$ 14,8 milhões e abrir fábrica nos Estados Unidos
Grupo Lamoia prepara investimento de até R$ 14,8 milhões em açaí no país. Plano inclui até matéria-prima produzida no Estado
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Apaixonado pelo que faz, Wanderson Lamoia não rejeitou a alcunha de “empresário dos sorvetes”. À frente do Grupo Lamoia, detentor das marcas Luigi, iCream, Paletitas, Açaí Natuzon, Natuca e Real, o empreendedor anunciou, em entrevista no programa Histórias Empresariais, um novo investimento internacional.
O grupo Lamoia prepara uma nova etapa de expansão com um investimento de US$ 2,5 milhões (R$ 12,3 milhões) a US$ 3 milhões (R$ 14,8 milhões) para entrar no mercado dos Estados Unidos, inicialmente com foco na venda de produtos à base de açaí e, em um segundo momento, na implantação de uma indústria no país.
A estratégia prevê começar exportando produtos fabricados em Piúma, no litoral sul do Estado, estruturar a operação comercial em território americano e depois avançar para a produção local.
O grupo já fez viagens técnicas e mantém reuniões quinzenais sobre o projeto, com atenção especial ao Texas e Oklahoma, vistos como mercados com potencial de crescimento para o consumo de açaí fora do eixo tradicional da Flórida e das regiões costeiras.
O movimento ocorre enquanto a empresa amplia sua atuação fora do Brasil. O grupo já opera uma fábrica na Itália e agora mira os EUA, onde vê um ambiente mais aberto para negócios e um consumo crescente de açaí. Segundo Wanderson, os americanos já estão acostumados ao consumo de bowls (tigelas) com frutas, granolas e complementos, modelo que a empresa avalia explorar no país.
A expansão também poderá criar uma conexão direta entre o campo capixaba e o mercado americano. O grupo já trabalha em projetos para incentivar o cultivo industrial de açaí no Sul capixaba, com a proposta de estruturar uma cadeia de fornecimento de matéria-prima para a indústria. A intenção é industrializar e produzir polpa no Estado, aproveitando o crescimento global do consumo.
O plano prevê ainda ampliar a atuação internacional da iCream, braço de industrialização do grupo, que já produz sorvetes e açaí para marcas terceirizadas no Brasil. A meta é replicar esse modelo nos EUA, com produtos próprios e fabricação para outras empresas.
Parte da entrevista pode ser conferida abaixo. O conteúdo completo, com duração superior a uma hora, pode ser acessado por QR Code.
Confira a entrevista abaixo
Ele é o empresário dos sorvetes. O Histórias Empresariais recebe Wanderson Lamoia, detentor das marcas Luigi, iCream, Paletitas, Açaí Natuzon, Natuca e Real. Uau, é muita marca, não é isso? Bem-vindo, Wanderson.
Wanderson Lamoia: Muito obrigado pelo convite. É uma honra participar do seu podcast e fazer parte desse seleto grupo de convidados.
E a gente já chega falando de uma novidade: um investimento de R$ 80 milhões em ampliação da fábrica, que vai ficar mais de quatro vezes maior e mais que dobrar a produção.
Wanderson Lamoia: Bem mais. A fábrica já nasce modulada para futuras ampliações apenas com maquinário. A parte estrutural já está pronta, tanto de alvenaria quanto de câmara fria, além das estruturas pneumática, hidráulica e elétrica. Então, basta trazer novas máquinas para ampliar de acordo com as demandas da próxima década.
E a produção vai chegar ao ápice em 2029?
Wanderson Lamoia: A previsão é concluir as obras em 2029. Mas hoje o Brasil vive um custo financeiro muito alto e não faz sentido continuar a obra neste momento com o custo do dinheiro da forma como está. Então, paralisamos temporariamente.
Hoje temos capacidade produtiva sobrando e já deixamos pronta uma nova área de ampliação com mais 30% de capacidade para os próximos três anos. Quando a nova fábrica estiver pronta, ainda teremos folga de produção.
Esperamos retomar as obras no ano que vem, caso a Selic continue reduzindo. Não faz sentido investir agora tendo sobra de produção, mais 30% já construídos e juros altos.
O que aprendemos com a vida é que é importante investir, atualizar e criar condição de expansão na hora certa, quando a demanda realmente comporta.
A demanda continua crescendo?
Wanderson Lamoia: Continua. O consumo de sorvete é crescente. Em alguns anos cresce dois dígitos, mas dificilmente fica abaixo de 6% ou 7%.
O Brasil ainda consome pouco sorvete. Menos de um terço do consumo dos Estados Unidos, Nova Zelândia e vários países da Europa. Então ainda existe muito espaço para crescimento.
Há cerca de 15 anos, o sorvete ainda era visto basicamente como algo para refrescar. A chegada da paleta mexicana ajudou muito a mudar essa cultura. Vimos que era possível acrescentar ingredientes de qualidade, recheios em quantidade e criar indulgência.
Praticamente tudo foi gourmetizado. Então houve um crescimento muito grande do uso de mesclas, recheios e crocâncias nos sorvetes e picolés.
Hoje, a linha de picolé que mais vende é a linha recheada, não apenas a linha com cobertura de chocolate. As paletas mexicanas continuam entre os produtos de monoporção mais vendidos, porque entregam prazer no consumo. O consumidor passou a valorizar mais o produto e isso aumentou o consumo.
Ainda assim, o napolitano continua sendo líder de mercado em praticamente todas as fábricas, porque agrada toda a família. Um gosta mais de chocolate, outro prefere morango, alguém prefere creme. Mas, ao mesmo tempo, as experiências com mesclas, recheios, pedaços e crocâncias vêm crescendo muito nos últimos dez ou 12 anos.
Eu me lembro que, quando era colunista de economia, ouvia muito que o açaí era visto como alimento e o sorvete como algo apenas para refrescar. Essa tendência está mudando?
Wanderson Lamoia: Está mudando. Hoje as pessoas tomam mais sorvete no inverno também. O açaí cai menos no inverno do que o sorvete. O sorvete ainda sofre mais redução de consumo porque existe aquela ideia antiga de que sorvete causa gripe. Sorvete não causa gripe. Gripe é vírus. O açaí foi ignorado durante muito tempo pelas fábricas de sorvete. Então ele ficou nas mãos de empresas especializadas apenas em açaí e cresceu muito.
Depois o sorveteiro percebeu que o açaí não era uma moda passageira e que veio para ficar. Hoje praticamente todas as fábricas de sorvete produzem açaí. E o delivery impulsionou muito isso. Eu costumo perguntar para os amigos: perto da sua casa existem mais açaíterias ou sorveterias? A resposta quase sempre é que existem mais açaiterias.
No delivery, o açaí domina. Existe uma grande oportunidade de o delivery trabalhar melhor o sorvete. No supermercado acontece o contrário. Você vê várias portas de freezer de sorvete e apenas meia porta ou uma porta de açaí. Além disso, o supermercado costuma colocar margem muito maior no açaí do que no sorvete. Em muitos casos, uma margem duas ou até três vezes maior.
Os impostos são os mesmos para sorvete e açaí. Então não faz sentido essa diferença tão grande de margem. Se o supermercado trabalhar o açaí da mesma forma que trabalha o sorvete, com encarte, promoção e ação de TV, o volume cresce.
O supermercado é o principal canal de venda do sorvete. O delivery é o principal canal de venda do açaí. Se ambos trabalharem melhor o outro produto, o consumo per capita sobe ainda mais.
E o açaí está conquistando o mundo. O Grupo Lamoia já está na Itália. Como está essa experiência?
Wanderson Lamoia: Muito desafiadora. Levar açaí para a terra do gelato é um grande aprendizado. Estamos operando desde outubro de 2024. Passamos 2025 aprendendo muito e apanhando bastante. Não é simples. A cultura do consumidor é diferente. O marketing é diferente. O comercial é diferente.
Minha esposa lidera muito a operação e deixou claro: 2025 foi aprendizado. 2026 precisa ser faturamento. E ela está certa. Nós desenvolvemos um produto muito cremoso, muito macio e com alta concentração de polpa para o mercado europeu.
O europeu consome produtos doces com baixíssimo dulçor. Quando levamos as primeiras formulações, todos diziam que estava doce demais.
Fizemos três reduções de açúcar até chegar ao padrão aceito pelo consumidor italiano.
Hoje conseguimos converter clientes através da degustação. Quem já trabalha com açaí na Europa percebe imediatamente a diferença de qualidade.
O problema lá não é preço. É qualidade.
O que é mais difícil: vender o açaí brasileiro na Itália ou vender o gelato italiano aqui?
Wanderson Lamoia: Vender o nosso açaí na Itália. O gelato italiano vai muito bem no Brasil. O consumidor brasileiro está mais exigente e aberto a novas experiências no setor de gelados comestíveis. Isso aconteceu com chocolate, cerveja e carnes. Está acontecendo também com o sorvete.
O gelato evoluiu bastante no Brasil, mas o sorvete industrial ainda tem muito espaço para evoluir. Ainda temos muita coisa para entregar em experiência ao consumidor. Não apenas trocar sabores, mas mudar formatos, ingredientes e formas de fabricação. Existem muitas experiências disponíveis na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos que ainda não chegaram aqui.
A nova fábrica foi pensada para isso?
Wanderson Lamoia: Exatamente. Nossa fábrica atual já não comporta determinadas máquinas. A nova fábrica vai permitir trazer máquinas já definidas para os próximos anos e criar novas experiências para o consumidor.
Sorvete é um produto supérfluo. Então você precisa criar desejo. Pode ser desejo pelo produto ou pela experiência.
O Grupo Lamoia hoje já tem praticamente todas as linhas de produto. Ainda falta algo?
Wanderson Lamoia: Sempre falta. Recentemente estivemos na China e vimos muitas novidades no varejo e nas lojas de conveniência.
O sorvete industrial brasileiro parou no tempo. As grandes multinacionais basicamente trocam sabores. Mudam o sabor do pote, do picolé ou do cone, mas o formato continua o mesmo.
Na Ásia, por exemplo, existem picolés 3D com resolução perfeita produzidos em escala industrial. Nós trouxemos para o Brasil a primeira máquina industrial de sanduíche de sorvete.
Como funciona esse sanduíche?
Wanderson Lamoia: São dois biscoitos com uma camada de sorvete no meio. Dentro dessa camada podem existir até quatro pontos de recheio.
Pode ter caramelo salgado, creme de avelã com chocolate, recheio cremoso de leite em pó e várias outras possibilidades.
Esse produto é muito comum nos Estados Unidos, Europa e diversos países da América do Sul. No Brasil isso ainda está começando.
Hoje já temos o sanduíche de sorvete na Paletitas e na Luigi.
Você comentou que havia uma novidade para anunciar em primeira mão. Qual é essa novidade?
Wanderson Lamoia: É o primeiro picolé do Brasil com dupla cobertura.
Esse equipamento já está conosco há dois anos e continua sendo o único no país capaz de fazer dupla cobertura de chocolate. Pode ser chocolate branco e preto, caramelo e branco, meio amargo e ao leite.
Também é o único equipamento capaz de produzir picolés com pedaços de até seis milímetros dentro do recheio.
Então conseguimos criar recheios com crocância e pedaços reais dentro do produto. Nenhum outro equipamento no Brasil tem essa tecnologia.
Também temos a única máquina do país capaz de produzir picolés com até duas camadas de recheio, como o Paletito Black.
São experiências que precisamos entregar ao consumidor para tirá-lo da mesmice.
Existe também uma discussão sobre diferenciar melhor sorvete e gelato?
Wanderson Lamoia: Sim. A Abra Sorvetes vem fazendo um trabalho muito importante junto à Anvisa para classificar os produtos conforme a matéria-prima utilizada.
Não dá para comparar um sorvete industrial de pote com um gelato.
O gelato utiliza ingredientes frescos, normalmente produzidos para consumo em um ou dois dias, trabalha com muito mais gordura animal e ingredientes mais nobres.
Creme de leite é caro. Leite fresco é muito difícil de trabalhar em indústria de grande escala.
Já no sorvete industrial existe outra lógica de custo e posicionamento.
Um pote de um litro e meio no supermercado custa entre R$ 18 e R$ 25. Já duas bolas de gelato podem custar isso.
Mas são experiências completamente diferentes.
E o mercado sem açúcar e proteico?
Wanderson Lamoia: Cresce muito.
Existe uma procura muito grande por alimentos mais saudáveis e com propostas diferentes. Os produtos zero açúcar crescem constantemente. Hoje, em muitos casos, o refrigerante zero vende mais do que a versão tradicional. O mesmo vem acontecendo com os sorvetes.
E agora existe também o avanço dos produtos proteicos. As canetas de emagrecimento estão aumentando o consumo de proteína e reduzindo o consumo de açúcar e carboidratos. A indústria inteira está se ajustando.
O desafio é manter uma experiência sensorial prazerosa. Produtos proteicos têm textura e sabor diferentes. Mas, quando o produto surpreende positivamente, ele fideliza.
Hoje já temos produtos proteicos. Temos cappuccino com doce de leite e estamos desenvolvendo açaí proteico e sorvetes proteicos de chocolate.
E o mercado vegano?
Wanderson Lamoia: Não deslanchou em grande escala na indústria de sorvetes. Todas as empresas lançaram produtos veganos, venderam um pouco, mas o volume não se sustentou. Muita gente nem percebe que vários picolés de fruta já são naturalmente veganos.
Existe espaço para sorvetes alcoólicos?
Wanderson Lamoia: Funciona mais como experiência. Já desenvolvemos produtos com tequila, espumante e cerveja. Ficam interessantes, mas não são produtos de grande giro.
Além disso, existe um desafio técnico. O álcool é um anticongelante. Dependendo da quantidade utilizada, o produto perde a consistência adequada.
Então funciona mais para ocasiões específicas.
O grupo quer abrir mais 100 lojas?
Wanderson Lamoia: Sim. Já ultrapassamos 200 lojas. Fechamos 2025 com cerca de 170 unidades e a meta para 2026 é abrir mais 100 lojas. Nosso modelo é de licenciamento. Diferente da franquia tradicional, não cobramos royalties nem taxa de franquia.
O foco é deixar mais margem para o parceiro. O mais importante para nós é vender o produto para ele revender no varejo. Hoje temos parceiros com duas, três e até oito lojas.
E a parceria com o Bob’s?
Wanderson Lamoia: Foi um trabalho longo. Precisávamos atender todas as exigências da franqueadora para conseguir o licenciamento. Hoje o sorvete Bob’s vendido nacionalmente é produzido pela nossa empresa. É um sorvete 100% capixaba.
A exigência era reproduzir fielmente a experiência do milk-shake do Bob’s. Conseguimos. Também temos parceria com os Smurfs e já tivemos projetos com Veneza, MuscleMeds e outras marcas.
Vamos falar da Mega Store. Como será esse projeto?
Wanderson Lamoia: Será muito mais do que um espaço de comercialização. A proposta é criar uma experiência e uma imersão dentro de uma indústria de sorvetes.
Nós visitamos diversas fábricas de chocolate e sorvete em vários países. Fomos à Mega Store da M&M’s em Londres e conhecemos modelos muito interessantes. Percebemos que isso se encaixa muito bem no Sul do Espírito Santo.
Nossa nova fábrica foi projetada justamente para permitir visitação sem interferir na rotina da produção. Será possível visualizar praticamente todos os setores da indústria sem acessar áreas operacionais.
Esse conceito foi inspirado principalmente em uma fábrica da Indonésia, considerada por nós uma das melhores experiências de visitação que já conhecemos. A ideia é proporcionar uma imersão para adultos e crianças dentro do universo da fabricação de sorvetes.
Existe a ambição de transformar isso em um grande ponto turístico do Sul do Estado?
Wanderson Lamoia: Por que não? Já somos a maior indústria de sorvetes do Espírito Santo e estamos entre as 15 maiores do Brasil. A praia já atrai o turismo para o Sul do Estado. Então precisamos oferecer mais experiências. A ideia é contar a história da empresa e permitir que as pessoas levem para casa a experiência da “fábrica dos sonhos”.
E como surgiu a aquisição da marca Luigi?
Wanderson Lamoia: Foi uma bênção. A Luigi estava encerrada havia mais de dez anos quando tivemos a oportunidade de comprá-la.
Ela chegou a ser a segunda maior empresa de sorvetes do Brasil.
Quando surgiu a oportunidade, fizemos pesquisas de mercado e percebemos que a memória afetiva era gigantesca. Quando relançamos a marca em 2019, as pessoas se emocionavam. Lembravam dos pais, dos avós, da infância. Isso mostrou o tamanho da força da marca.
Quem é o Wanderson fora da empresa?
Wanderson Lamoia: Eu venho de uma família muito humilde. Meu pai era vigia noturno e também trabalhava no sítio da família.
Desde muito cedo comecei a vender produtos para ajudar em casa. Aos oito anos tive meu primeiro emprego. Depois vendi picolé na rua, salgados e frutas.
Sempre trabalhei muito e sempre quis mudar de vida. Aos 18 anos comecei a trabalhar em sorveteria. Aos 22 montei minha primeira sorveteria. Quebrou. Voltei a trabalhar, paguei as dívidas e depois consegui crescer novamente. Tive sorveterias, lan house, campo de grama sintética. Sempre gostei de empreender.
Existe projeto de expansão para os Estados Unidos?
Wanderson Lamoia: Existe. Já estivemos lá este ano e temos reuniões quinzenais sobre o projeto. A ideia inicial é enviar produto daqui, estruturar o comercial e depois montar a indústria.
Os Estados Unidos já são o segundo maior mercado consumidor de açaí do mundo. Visitamos Texas e Oklahoma porque o consumo ainda é muito concentrado na Flórida e nas regiões costeiras.
Lá o conceito dominante é o bowl, com açaí, frutas, granolas e complementos. Acredito muito em um modelo de fast-food saudável baseado em açaí.
Existe possibilidade de produzir açaí no Espírito Santo?
Wanderson Lamoia: Totalmente. Já estamos trabalhando nisso. Existem projetos no Sul do Espírito Santo.
O açaí leva cerca de três anos e meio a quatro anos para começar a produzir. Depois disso, é uma cultura perene.
Nosso projeto é incentivar agricultores do Sul do Estado a plantar açaí para fornecimento da indústria. Queremos industrializar e produzir polpa aqui mesmo no Espírito Santo.
As certificações internacionais são importantes?
Wanderson Lamoia: Muito. Hoje temos certificações como Halal, Kosher, BRC e IFS. Essas certificações custam caro e exigem mudança de cultura interna. Mas geram enorme segurança e permitem trabalhar com grandes redes e multinacionais. Não é custo. É investimento.
E fora do trabalho?
Wanderson Lamoia: Família. Tenho quatro filhos e fico alternando entre Brasil e Itália há cerca de quatro anos.
Gosto muito de viajar com a família e também de ir ao clube de tiro para relaxar um pouco. Mas o foco principal continua sendo consolidar a operação internacional e os projetos da empresa.
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