Leilão do Anel Ferroviário Sudeste, o EF-118, está previsto para setembro
Ferrovia de 245,95 km, entre São João da Barra e Santa Leopoldina, teve oferta reprogramada; governo espera parecer do TCU
O Anel Ferroviário Sudeste (EF-118) iria a leilão em junho, mas até o momento não teve seu edital publicado. A oferta foi reprogramada para setembro.
Com 245,95 quilômetros (na fase obrigatória da concessão), a ferrovia será construída do zero e ligará São João da Barra, no Norte do Rio, a Santa Leopoldina.
Para a reportagem, o Ministério dos Transportes informou que “aguarda o parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) para a conclusão dos ajustes finais e publicação do edital. A partir da publicação, o leilão deverá ocorrer em até 90 dias”.
Em maio, no evento de lançamento do Parklog Sul Capixaba, o governador Ricardo Ferraço disse que o edital deve ser publicado até o próximo mês.
“O governo federal está na antessala de tomar a decisão de publicar o leilão da ferrovia, que conecta a Anchieta com a região metropolitana aqui da Grande Vitória, ali em Santa Leopoldina, aproveitando todas as cargas que vêm da região Centro-Oeste”, disse.
Ricardo relembrou que o Ramal Anchieta não será mais feito pela Vale, e que entrará na concessão, mas com valores vindo da repactuação do contrato das ferrovias da empresa. “O governo federal, deve até julho, publicar o edital do leilão da ferrovia”, explicou o governador, na ocasião.
Análise
“Competir por fatores permanentes”
“O Estado construiu parte relevante de sua estratégia de atração de empresas combinando localização, vocação portuária e incentivos fiscais, especialmente em logística e comércio exterior. Com a reforma tributária, esse modelo terá prazo de validade. O ICMS será gradualmente substituído pelo IBS, e os estados terão menos espaço para usar benefícios fiscais como instrumento de competição.
É nesse contexto que o Parklog Sul ganha importância. O projeto funciona como política de organização territorial e econômica: mapear ativos e gargalos, planejar retroáreas portuárias e conectar portos, rodovias, ferrovia, aeroporto e áreas industriais.
Na prática, isso pode ajudar o Sul capixaba a competir por fatores permanentes: infraestrutura, segurança ao investidor, mão de obra qualificada e integração entre projetos. A iniciativa caminha na direção correta ao reconhecer que, em vez de focar apenas em incentivo tributário, o Estado precisará criar condições para empresas permanecerem, expandirem e se integrarem a novas cadeias produtivas.”
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