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Leilão de imóveis a partir de R$ 71 mil no Estado

| 22/08/2021 12:33 h | Atualizado em 22/08/2021, 12:53

Hotel em Linhares, com 98 unidades, é oferecido por R$ 8,96 milhões
Hotel em Linhares, com 98 unidades, é oferecido por R$ 8,96 milhões |  Foto: Divulgação

Imóveis retomados pelos bancos por falta de pagamento estão em oferta e podem ser uma oportunidade de investir. No dia 1º de setembro, haverá o leilão do Banestes, de forma online por conta da pandemia, com mais de 55 imóveis, a maioria na Grande Vitória, e lances a partir de R$ 71 mil.

Já a Caixa recebe ofertas para imóveis pelo seu site. Atualmente existem 108 opções no Estado aptas a receber proposta de interessados.

São duas modalidades de compra: venda direta online e venda online. Na direta, o cliente já fecha o negócio assim que escolher o imóvel. Na online, há disputa. A Caixa recebe propostas por sete dias e depois indica a melhor oferta.

No caso do leilão do Banestes, podem participar pessoas físicas e jurídicas. Entre os imóveis estão apartamentos de luxo, salas comerciais, apartamentos, propriedades rurais, casas e até um hotel. O lance mais barato é de um apartamento em Nova Almeida, na Serra, a partir de R$ 71 mil.

O leilão será dia 1º de setembro, às 15 horas. Os interessados devem fazer o cadastro pelo site vixleiloes.com.br, por onde os participantes poderão acompanhar e fazer os lances. Além disso, é possível fazer uma visita aos bens que estarão no leilão, desde que marcado com antecedência.

Entre as propriedades em oferta, há dois apartamentos de luxo, em Vila Velha. Um deles fica na Praia de Itaparica, com área total de 250 metros quadrados, e o lance inicial é de R$ 1,05 milhão. O outro fica de frente para a Praia de Itapuã, com 468 metros quadrados e lance inicial de R$ 2,8 milhões.

Além desses dois imóveis, um hotel em Linhares, no bairro Movelar, será leiloado em lote único. São 98 unidades do empreendimento, com lance partindo de R$ 8,96 milhões.

Comprar imóveis em leilão, porém, requer cuidado. O advogado do ramo imobiliário Diovano Rosetti alerta para gastos além do valor do imóvel.

“O primeiro cuidado é saber se o valor avaliado do imóvel é compatível ao de mercado. Depois, se está ocupado ou não. Se estiver ocupado, o banco não desocupa. Quem precisa fazer isso é o arrematante, o que consequentemente vai ter um custo a mais de advogado.”

Ele disse ainda ser necessário visitar o imóvel para ver como está a situação e até conversar com o síndico. Outra medida importante é ir ao cartório e buscar a certidão do registro imobiliário para garantir que o imóvel não tenha débito.

400 famílias perdem a casa

De janeiro a agosto deste ano, a estimativa é de que cerca de 400 famílias perderam seus imóveis e foram despejadas por conta de dívidas, segundo o advogado do ramo imobiliário Diovano Rosetti.

O levantamento, feito junto a corretoras e imobiliárias, mostra o número dos primeiros oito meses do ano. Em relação aos últimos 12 meses, o número de despejos é de cerca de 1.500.

O principal fator que levou famílias a perderem a moradia foi a pandemia do novo coronavírus. Para Diovano, o ano passado foi muito complicado para boa parte da população, em que muitos perderam seus empregos e não tiveram como arcar com as contas.

“Esses despejos aconteceram em razão da covid-19. Muitas pessoas tinham um financiamento para arcar, mas ao longo do ano perderam o emprego”, relatou.

Ainda segundo o advogado, não há como negociar, tendo em vista que se trata de contratos firmados com os bancos. “Nesses casos não há o que fazer. Não tem como a pessoa fugir do contrato”, afirmou Diovano.

O motivo para as pessoas perderem a posse do imóvel é apenas um: a inadimplência. Por causa disso, leilões acontecem e quem não consegue arcar com o financiamento precisa deixar o imóvel, caso alguém o arremate.

“A pessoa que comprou faz a escritura do imóvel e notifica o morador para desocupar em até 30 dias. Em casos que o morador não queira sair, após esse prazo o arrematante pode entrar com uma ação possessória. Esse tipo de processo pode demorar, em média, seis meses”, observou Diovano.

No entanto, com o avanço da vacinação no Estado, a perspectiva para os próximos meses é de que o número de despejos caia, e as pessoas consigam retomar a normalidade. De acordo com o especialista, a expectativa é de que, a medida que a vacinação for avançando ainda mais, a situação para quem quer financiar um imóvel fique melhor.

“O comércio e outros setores ficaram fechados por muito tempo e isso contribuiu para as dívidas dessas pessoas, mas a partir de agora deve melhorar de novo”, concluiu o advogado.


Saiba mais


Leilão Banestes

  • O banco marcou um leilão de imóveis para o dia 1º de setembro, às 15 horas.
  • Por conta da pandemia, os participantes vão acompanhar o leilão e efetuar os lances de forma online.
  • Apenas na Grande Vitória são 55 imóveis que participam do leilão. Ao todo, são 86 imóveis a serem leiloados.
  • Os imóveis estão distribuídos em 17 municípios capixabas, além dos estados do Rio de Janeiro e da Bahia.
  • Os demais estão nas cidades de Anchieta, Barra de São Francisco, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Iconha, Laranja da Terra, Linhares, Mimoso do Sul, Piúma e São Gabriel da Palha.

Cadastro e visita aos imóveis do leilão

  • Os interessados em participar do leilão no próximo dia 1º de setembro devem fazer o cadastro no site vixleiloes.com.br.
  • É necessário aceitar as regras de uso do site e enviar cópia dos documentos solicitados para que o cadastro seja liberado para oferta de lances.
  • Pessoas físicas e jurídicas podem participar.
  • Também é possível agendar uma visita aos imóveis que vão participar do evento.
  • As Visitas aos locais dos bens a serem leiloados podem ser agendadas pelo telefone (27) 3315-5148 e (27) 99892-5148.

Algumas opções de imóveis do leilão

  • Apartamento de luxo de frente para a Praia de Itaparica, com área total de 250 metros quadrados. Os lances serão iniciados em R$ 1,05 milhão.
  • Apartamento de luxo, na Praia de Itapuã, com área total de 468 metros quadrados. O lance inicial é de R$ 2,8 milhões.
  • São 14 salas comerciais em Campo Grande, Cariacica. Considerado um dos locais mais movimentados da Grande Vitória. Os lances iniciais variam de R$ 79.400 a R$ 85 mil.
  • 19 apartamentos e uma cobertura duplex, no centro de Guarapari. As unidades são novas, com opções de dois e três quartos com suíte, uma ou duas vagas de garagem.
  • A cobertura tem 161 metros quadrados. Os lances iniciais variam de R$ 319 mil a R$ 870 mil.
  • Apartamento em Nova Almeida, na Serra, com 43,64 metros quadrados, com lance inicial de R$ 71 mil.

Financiamento

  • Os interessados em adquirir os bens ofertados podem optar pela compra financiada pelo Banestes e/ou utilização de recursos do FGTS, dependendo do tipo de imóvel.

Leilão da Caixa

  • A Caixa informou que não realiza eventos específicos para a venda de imóveis, mas que as ofertas de imóveis acontecem de maneira permanente pelo site caixa.gov.br/ximoveis.
  • Atualmente existem 108 imóveis no Estado aptos a receber proposta de interessados.
  • São duas modalidades de compra: venda direta online e venda online. Na venda direta, o cliente já fecha o negócio assim que escolher o imóvel. Na venda online, ocorre disputa. A Caixa recebe as propostas pelo prazo de sete dias e depois indica quem deu a melhor oferta.

Fontes: Banestes e Caixa.
 

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