IPC Maps: disputa pela liderança fora da Grande Vitória
Estudo do IPC Maps destaca os dois municípios como polos de comércio e serviços; Aracruz é apontada como candidata a crescer com novas indústrias
Dos municípios fora da Grande Vitória, Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, com potencial de consumo de R$ 8 bilhões, e Linhares, no Norte capixaba, com potencial de consumo de R$ 7,5 bilhões, se destacam no estudo do IPC Maps.
As duas cidades têm características em comum, por serem polos, centralizando comércio e serviços essenciais, e disputam espaço com Colatina, São Mateus e Aracruz entre os maiores mercados consumidores fora da Região Metropolitana capixaba.
Responsável pela pesquisa e sócio da IPC Marketing Editora, Marcos Pazzini destacou que a atração de empresas nessas cidades é fundamental para o crescimento do potencial de consumo.
“Temos verificado a atração de empresas, melhorando o potencial desses municípios. No País, como um todo, o interior é o principal mercado consumidor”, afirmou.
A Grande Vitória concentra uma parcela significativa do mercado, mas ele não está restrito à Região Metropolitana, com essas outras cidades se destacando, de acordo com André Spalenza, coordenador do Observatório Connect Fecomércio-ES.
Tanto em Cachoeiro de Itapemirim quanto em Linhares, observa-se a concentração de renda e empresas, que criam empregos e serviços regionais, avaliou Spalenza.
“A presença de grandes empresas estimula o crescimento do comércio e serviços locais. Esses municípios se configuram como importantes polos de consumo no Estado, impulsionando o desenvolvimento regional”, disse.
Vice-presidente da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-ES), José Carlos Bergamin destaca também que Aracruz desponta como forte candidata nos próximos anos, com a chegada de indústrias como a GWM.
“Aracruz vai ter um crescimento rápido com a criação de empregos qualificados, melhorando o potencial de compra”, disse.
Além das cidades já citadas, Domingos Martins, na região Serrana, que é grande destino turístico, chama a atenção por ter 4% da população pertencente à classe A, bem acima de outras cidades fora da Grande Vitória.
Para Marcos Pazzini, custos com habitação e veículo próprio mostram que os moradores da cidade têm um grande poder de compra.
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