Intenção é transformar o ES em referência tecnológica
Essa é a meta do Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico
A ambição de transformar o Espírito Santo em uma referência tecnológica similar a Israel é uma meta do Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC).
A afirmação é de Carlos Sena, diretor de Energia e Sustentabilidade da instituição. Sena destaca que a meta é “transformar o Estado do Espírito Santo em um Israel no Brasil”.
Ele descreve Israel como um território de metade do tamanho capixaba, onde “70% do território é areia, é deserto, e no entanto é um país pujante em termos de desenvolvimento de tecnologia, de fomento a pesquisa, inovação, a criação de novas startups”.
O CDMEC quer replicar isso localmente: “Queremos transformar o Estado em um oásis tecnológico de inovação e com um ecossistema pujante”. O processo visa a retenção do capital humano intelectual, com a produção de oportunidades de emprego local para atrair e reter talentos, sem abrir mão da qualidade de vida, da segurança, da saúde, e da mobilidade da população, segundo Sena.
A Mec Show serviu como plataforma de lançamento dessa campanha, para ser apresentada a toda a população, a academia, o governo e os órgãos de fomento.
O diretor defende que o projeto exige “unir esforços entre todos os agentes de forma coordenada para minimizar as fraquezas e potencializar as vantagens competitivas do ecossistema”.
Para viabilizar a proposta, a entidade está dialogando com instituições como Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e Universidade Vila Velha (UVV) para criar núcleos de excelência.
No modelo, a indústria, agrega a dor e eventualmente o capital residual para alavancar pesquisas, enquanto o governo estadual estabelece métricas e metas, destacou o diretor do CDMEC.
A estratégia busca novos nichos, como o descomissionamento de plataformas marítimas e indústrias modernas como a GWM, que se instalará no polo de Aracruz, avaliou Sena.
Ajuda a indústrias para implementarem a IAA Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) apresentou o primeiro ecossistema integrado de Inteligência Artificial (IA) voltado à indústria capixaba durante a Mec Show.
Desenvolvido via Senai-ES e Sesi-ES e estruturado no Findeslab, o projeto conta com uma infraestrutura compartilhada — conhecida como “fábrica de IA” — para desenvolver, treinar e hospedar soluções tecnológicas no Estado.
As soluções apresentadas permitem desde o desenvolvimento e a validação ágil de aplicações em IA até o monitoramento inteligente de operações, com recursos para simulação de cenários, apoio à tomada de decisão, prevenção de acidentes e promoção da Saúde e Segurança do Trabalho (SST).
A Findes investiu mais de R$ 8 milhões na expansão de seu hub de inovação e passará a oferecer às empresas acesso a uma infraestrutura compartilhada para o desenvolvimento de soluções baseadas em IA.
Além do treinamento de modelos de inteligência artificial, a nova estrutura dará suporte a uma segunda frente de atuação, chamada “torre de controle”.
“Nosso objetivo é mostrar como a Inteligência Artificial já está transformando a indústria na prática. É uma demonstração de como a tecnologia pode aumentar a produtividade, fortalecer a segurança e tornar a indústria mais competitiva”, destacou Juliana Gavini, gerente-executiva de Tecnologia e Inovação do Senai-ES.
Para o presidente da Findes, Paulo Baraona, a participação da instituição na Mec Show reforça o compromisso com o fortalecimento da indústria capixaba e com a disseminação de tecnologias capazes de impulsionar o desenvolvimento do setor.
“A Mec Show é um espaço que contribui com o fortalecimento da cadeia industrial capixaba. A feira aproxima empresas, fornecedores, compradores e especialistas, cria oportunidades de negócios e amplia o acesso às novas tecnologias e soluções. Ela é um ambiente de conexão e inovação que contribui para aumentar a produtividade, a competitividade e a capacidade de desenvolvimento da nossa indústria”, afirmou.
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