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Instituto projeta recuperação da economia capixaba só a partir de julho

| 18/06/2020 15:10 h

Movimentação no comércio de Cariacica.
Movimentação no comércio de Cariacica. |  Foto: Kadidja Fernandes/AT

A economia capixaba só deve começar a dar sinais de recuperação a partir de julho, segundo avaliação do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), órgão ligado à Secretaria de Estado da Economia e Planejamento.

Na quarta-feira (17), o Estado apresentou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dos primeiros três meses do ano, com queda de 1,2% em relação ao trimestre anterior.

Contribuiu para a retração o resultado da indústria geral, que teve queda de 13,3% em relação ao mesmo período de 2019.

Segundo o IJSN, a queda no setor é efeito de fatores como o acidente na barragem de Brumadinho (MG), que prejudicou a extração de minério desde o ano passado, trazendo consequências para o Espírito Santo. O setor de extração teve queda de 25,5%.

O cenário de queda no PIB também foi afetado pelo setor de serviços, com retração média de 2,4%. Já o comércio varejista ampliado teve alta de 4,4% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Os números, entretanto, ainda não refletem o impacto efetivo da pandemia do novo coronavírus na economia do Estado, já que as medidas de restrição foram adotadas a partir da segunda quinzena de março.

“O resultado capta parcialmente os efeitos, cerca de 15 dias. Pode parecer pouco, mas foi o suficiente para trazer uma grande preocupação para os próximos trimestres”, disse o coordenador de Economia do IJSN, Antonio Ricardo.

Segundo ele, o resultado do segundo trimestre, que se encerra neste mês, deve ser ainda pior, com uma pequena recuperação prevista nos períodos seguintes.

“Alguns setores vão demorar a se recuperar, mas no terceiro trimestre a situação deve começar a melhorar”, disse o economista.


Saiba mais


Resultado negativo

  • PIB capixaba recuou 1,2% no primeiro trimestre. Em relação ao mesmo período de 2019, a queda foi de 1,7%.

  • Desempenho por setores: indústria (-13,3%), varejo ampliado (+4,4%), serviços (-2,4%), importações (-6,6%), exportações (-23,7%) em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: IJSN.

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