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Governo demite presidente do INSS

| 28/01/2020 18:10 h | Atualizado em 28/01/2020, 18:31

Renato Vieira deixa a direção do INSS
Renato Vieira deixa a direção do INSS |  Foto: Divulgação

O chefe da Previdência Social Rogério Marinho anunciou nesta terça-feira (28) a demissão do titular do INSS, Renato Vieira. Ele estava no cargo desde 2018, ainda no Governo Temer.

O novo gestor do INSS será Leonardo Rolim, então secretário de Previdência do Ministério da Economia.

“O ano passado foi muito intenso e esse ano será desafiador. Ele acha que precisa se dedicar aos seus projetos. Amanhã (quarta) haverá a consolidação desse ato”, disse em coletiva de imprensa.

Atualmente, 1,3 milhão de solicitações de benefício estão sem análise há mais de 45 dias, prazo legal para que o INSS dê uma resposta. Ao todo, o órgão tem 1,9 milhão de processos acumulados, incluindo os que ainda estão dentro do cronograma.

As novas medidas vêm depois de o Tribunal de Contas da União (TCU) sinalizar que barraria a primeira alternativa anunciada pelo governo há duas semanas, que era a contratação de até 7 mil militares da reserva das Forças Armadas para auxiliar no atendimento nas agências do INSS. Com o reforço dos militares, a ideia era liberar servidores do órgão para reforçar a análise dos benefícios.

O TCU e o Ministério Público junto à corte de contas alertaram a equipe econômica de que restringir a possibilidade de contratação aos militares criaria uma espécie de "reserva de mercado". Marinho esteve no Tribunal para discutir alternativas e evitar problemas com a corte num tema que desde o início do ano tem colocado o governo sob pressão.

Mesmo com as novas ações anunciadas hoje, a possibilidade de contratar os militares permanece, uma vez que o governo já editou um decreto regulamentando essa medida. Segundo ele, a expectativa é que ao todo sejam contratados até 7 mil pessoas, entre militares e civis.

Marinho afirmou que, dos quase 7 mil servidores do INSS que se aposentaram no ano passado, cerca de 1,5 mil eram concessores de benefício e poderiam trabalhar na análise dos pedidos. Não haverá convocatória, mas sim um edital de seleção para interessados.

No caso dos militares, a lei prevê que eles recebam um adicional de 30% sobre a remuneração, pago pelo próprio órgão demandante INSS. A secretaria estimou inicialmente um custo de R$ 14,5 milhões ao mês durante nove meses com a admissão dos militares inativos - ao todo, um gasto de R$ 130,5 milhões.
 

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