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Federação das Indústrias diz que não é hora de bloqueio

| 29/05/2020 09:30 h | Atualizado em 29/05/2020, 11:52

Sede da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em Vitória.
Sede da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em Vitória. |  Foto: Fernando Ribeiro/Arquivo AT
Para a Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), não é hora de um lockdown na Grande Vitória. O setor, que corresponde a um terço do Produto Interno Bruto (PIB) capixaba, já amarga prejuízo de R$ 8 bilhões.

Segundo o presidente da Findes, Léo de Castro, o número de casos nos últimos oito dias apresenta um crescimento estável e o total de leitos, de acordo com ele, vai saltar de 490 para 800 em 30 dias – o que não faria a região apresentar um índice de colapso que necessite do bloqueio total.

“Não há necessidade de lockdown agora. E, caso haja no futuro, 70% das indústrias têm capacidade e precisam continuar funcionando. A população também precisa fazer sua parte, e não apenas deixar as responsabilidades com o governo”, disse Léo, que deve se reunir hoje com representantes do governo do Estado.

Já o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, disse que “não houve nenhuma discussão específica sobre uma decisão impactante como essa até o momento”.

“Nós estamos trabalhando para diminuir a evolução da pandemia para que não cheguemos a esse ponto”, falou.

O prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia de Oliveira Junior, o Juninho, disse que “a pandemia pede dos gestores cuidado e precisão nas decisões, e todas elas pautadas nas informações das autoridades de saúde”. Os prefeitos de Vila Velha, Max Filho, e da Serra, Audifax Barcelos, não comentaram.

O presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo, Gilson Daniel, que também é prefeito de Viana, observou que todas as ações e decisões tomadas até o momento no combate à Covid-19 no Espírito Santo foram baseadas em critérios técnicos. “Se esta for a decisão mais adequada para guardar a vida dos capixabas, como gestores, acolheremos”, falou.

Já o presidente da Associação Médica do Espírito Santo, Leonardo Lessa, alertou que o lockdown é uma medida que deve ser usada com cautela.

“Como um remédio, deve ser prescrito de maneira que o paciente saiba exatamente como usá-lo. Pois, com o fechamento total, o efeito colateral dessa medida pode ser maior que o possível benefício”.

Por meio de nota, a Associação das Academias do ES relata que "está acompanhando passo a passo dos decretos divulgados pelo governador Renato Casagrande. Nos últimos dias, enviaram um novo ofício para que houvesse flexibilização quanto ao número de frequentadores por hora nas academias. Os membros da associação e proprietários dos centros de bem-estar acreditam que a possibilidade de lockdown será prejudicial não só para o segmento, como também para o comércio em geral, no entanto, estão prontos para acatar o posicionamento do governador, na torcida para que os casos de Covid reduzam drasticamente e a rotina de atividades físicas seja retomada com normalidade".

O deputado estadual Erick Musso, presidente da Assembleia Legislativa disse que “a decisão de decretar o lockdown é do Governo do Estado. É uma decisão que deve ser avaliada pelo governador e por seus técnicos. E a decisão que for tomada por eles nós vamos respeitar”.

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