Ex-chefe do Banco dos Brics discute negócios para o Espírito Santo
Encontro IBEF-ES 2026, em Vitória, reunirá empresários e executivos para debater produtividade e atração de investimentos para o Espírito Santo
O cenário econômico e geopolítico mundial, os desafios de produtividade e as oportunidades de desenvolvimento para o Espírito Santo estarão no centro do Encontro IBEF-ES 2026, marcado para quinta, das 8 às 12 horas, no Ferrari Eventos, em Vitória.
Promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (IBEF-ES), o encontro reunirá empresários, executivos e lideranças para discutir tendências capazes de influenciar decisões de negócios e os caminhos de crescimento do Estado nos próximos anos.
O principal nome da programação será Marcos Troyjo, empresário, cientista social, diplomata, escritor e economista que presidiu o Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco dos Brics. Ele fará a palestra “Brasil em Transformação: tendências globais, produtividade e oportunidades estratégicas para o Espírito Santo”.
A proposta é relacionar mudanças tecnológicas, econômicas e geopolíticas observadas no mundo aos cenários de médio e longo prazo para o Brasil, com atenção a temas como produtividade, investimentos, competitividade e decisões estratégicas.
A análise também terá foco no Estado e nas condições que podem favorecer a atração de novos investimentos. Entre os ativos citados estão a estabilidade institucional, o planejamento de longo prazo, a base siderúrgica e metalúrgica, a infraestrutura logística, a proximidade com parte relevante do mercado consumidor brasileiro e a chegada de novas plantas industriais.
Para o economista-chefe do IBEF-ES, Felipe Storch, o desafio é transformar essas vantagens estruturais em ganhos concretos de competitividade. “O Espírito Santo tem ativos importantes, como sua posição logística, sua estrutura industrial e a capacidade de planejamento de longo prazo. O desafio é transformar essas vantagens em produtividade, inovação, atração de investimentos e geração de empregos qualificados”, afirma.
A discussão deverá abordar ainda de que forma o Estado pode aproveitar esse conjunto de condições para ampliar sua complexidade econômica, fortalecer fornecedores locais, incentivar a inovação e atrair novos negócios. A intenção é aproximar tendências globais de decisões que terão impacto sobre empresas e profissionais no mercado capixaba.
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