Comércio exterior do ES mira mercado de medicamentos, que movimenta R$ 3 bilhões
Empresários do Estado buscam condições para importar remédios controlados, atividade que hoje só ocorre no Rio e em São Paulo
As empresas de comércio exterior do Espírito Santo buscam credenciamento laboratorial voltado à importação de medicamentos controlados.
O assunto foi discutido ontem durante a posse da gestão 2026-2028 do Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex), no Hotel Senac Ilha do Boi, que tem Sidemar Acosta reeleito para o período.
O segmento de medicamentos controlados é tratado por representantes do setor de desenvolvimento econômico como um mercado estratégico para o Espírito Santo. A atividade tem potencial para movimentar cerca de R$ 3 bilhões, como comentou na última terça-feira o secretário de Estado do Desenvolvimento, Rogério Salume, em evento do Sincades.
As discussões envolvem procedimentos ligados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de análises laboratoriais relacionadas a operações de comércio exterior.
Hoje, apenas São Paulo e Rio de Janeiro possuem credenciamento para parte dessas operações, segundo Luiz Henrique da Rocha Reis, coordenador do Comitê Mapa e Anvisa do Sindiex. Ele disse que o cenário é apontado como um entrave para a expansão da atividade no Espírito Santo.
Durante a reunião, representantes do setor citaram critérios técnicos e científicos rigorosos para análise e liberação dos produtos, além de questões relacionadas às análises laboratoriais das operações.
Também comentaram sobre dificuldades envolvendo análises laboratoriais de bebidas importadas, especialmente vinhos, tema tratado como preocupação para empresas do segmento. E relataram contato com a bancada capixaba.
Os participantes citaram ainda a existência de um novo edital relacionado à área laboratorial e expectativas sobre definições previstas para o fim de junho.
Além das discussões sobre medicamentos controlados, os comitês debateram divergências tributárias envolvendo energia fotovoltaica, além de questões institucionais relacionadas a antidumping (medidas contra concorrência considerada desleal) sobre tecidos e malhas importadas.
O encontro teve ainda apresentações sobre Receita Federal, trânsito aduaneiro, incentivos fiscais e impactos da reforma tributária sobre operações de comércio exterior no Espírito Santo.
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