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Começa a faltar pneus em lojas e oficinas

| 05/03/2021 16:48 h | Atualizado em 05/03/2021, 17:00

A escassez de matéria-prima para produção de pneus faz com que comece a faltar o produto nas lojas e oficinas da Grande Vitória. Os preços dispararam em até 30%, também por conta da alta do dólar.

Segundo entidades da área e especialistas, o produto teve variação de preço conforme sua origem – nacional ou importada. O presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Espírito Santo (Sindirepa), Eduardo Dalla Mura do Carmo, disse que o preço do pneu importado disparou.

“O valor do item que vem de fora subiu muito porque é cotado em dólar. O aumento chega a 30%. Um pneu aro 14 – um dos mais utilizados no mercado –, em 2020 custava R$ 220. Agora está custando entre R$ 300 e R$ 320.”

Imagem ilustrativa da imagem Começa a faltar pneus em lojas e oficinas

Em visita a lojas e oficinas na Ilha de Santa Maria e na Avenida Vitória, na capital, a reportagem encontrou preços que superam R$ 400 para a mesma medida. Há lojas, inclusive, que só vendem pneus em pares — não é possível comprar apenas um ou três.

Já o preço do produto fabricado no Brasil aumentou em cerca de 15%: “O nacional está subindo de preço também, mas numa velocidade menor que o importado. O insumo é a borracha e componentes do petróleo, cotados em dólar. Ou seja, tudo o que está envolvido na cadeia produtiva teve aumento, que é repassado ao consumidor, infelizmente”.

Eduardo ressaltou que, para caminhões de carga, o imposto sobre o pneu está zerado. O instrutor de Manutenção Automotiva do Senai Vitória Anderson Gonçalves Pardinho reforçou a falta de pneu no mercado: “Está difícil importar matéria-prima por conta da alta do dólar. A pandemia contribuiu.”

E a escassez não fica só nos pneus: faltam peças e acessórios automotivos, segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Veículos do Espírito Santo (Sinvepes), Wagner Xavier. “Muita coisa é produzida em Manaus (AM), e muitas empresas pararam de produzir ou não estão fabricando o que o mercado demanda.”

O Sindicato da Indústria da Borracha e da Recauchutagem de Pneus no Estado (Sindibores) foi procurado, mas até o fechamento da edição não deu retorno.

Produto meia vida requer cuidados na compra

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Com a falta do produto no mercado, muitos procuram pelos chamados pneus meia vida, que já foram usados, mas que ainda têm vida útil pela frente.

Mas é preciso atenção para não ficar no prejuízo e nem colocar a vida em risco.

Segundo o instrutor de Manutenção Automotiva do Senai Vitória Anderson Gonçalves Pardinho andar com pneu careca pode dar multa e apreensão do veículo.

“É uma infração grave, passível de multa de R$ 195,23 (por pneu com problema). O motorista ainda soma cinco pontos na carteira e tem o veículo retido”, frisou.

Também conforme o especialista, trafegar com pneu careca em estradas de chão e em vias molhadas representa perigo. “O produto vencido, sem os sulcos por onde a água escoa, não funciona da mesmo forma que um novo”.


Dicas


Data de fabricação

  • Verifique a data de fabricação dos pneus. Aqueles com mais de cinco anos não são recomendados para reuso.
  • Todos os pneus, até os recauchutados, devem ter o selo do Inmetro. Portanto, também confira a presença da certificação.
  • Confira a aparência interna e externa do pneu. Observe se há caroços, cortes e reparos, por exemplo. Se tiver algum desses defeitos, não compre.
  • Respeite as especificações do seu carro (aro, capacidade de carga e de velocidade, etc.)
  • Observe se o pneu não foi frisado, ou seja, estava careca e foi adulterado.

Fonte: Entrevistados na reportagem.

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