X

Olá! Você atingiu o número máximo de leituras de nossas matérias especiais.

Para ganhar 90 dias de acesso gratuito para ler nosso conteúdo premium, basta preencher os campos abaixo.

Já possui conta?

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

Economia

Banco Central corta Selic em 0,5 ponto, reduzindo a taxa básica para 13,25%

Primeiro corte de juros no governo Lula (PT) foi anunciado nesta quarta-feira (2)


Imagem ilustrativa da imagem Banco Central corta Selic em 0,5 ponto, reduzindo a taxa básica para 13,25%
Com a decisão, o BC abre o ciclo de flexibilização monetária três anos depois do último movimento de queda da taxa básica |  Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (2) o primeiro corte de juros no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a redução da taxa básica (Selic) em 0,5 ponto percentual, de 13,75% para 13,25% ao ano.

A decisão, contudo, não foi unânime. Foram 5 votos a 4 pela queda de 0,5 ponto percentual, incluindo os primeiros diretores indicados por Lula - Gabriel Galípolo (Política Monetária) e Ailton Aquino (Fiscalização)- e o presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Leia mais notícias de Economia aqui

Os votos divergentes foram de Diogo Guillen (Política Econômica), Maurício Moura (Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta), Fernanda Guardado (Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos), Renato Dias Gomes (Organização do Sistema Financeiro e Resolução), que defenderam uma redução de 0,25 ponto percentual.

Com essa decisão, o BC abre o ciclo de flexibilização monetária três anos depois do último movimento de queda da taxa básica. Em agosto de 2020, a Selic foi levada ao piso histórico de 2% em meio à pandemia de Covid-19.

A Selic ficou um ano parada no patamar de 13,75%, apesar da pressão do governo Lula e das críticas de empresários, depois de o BC ter promovido o mais longo choque de juros da história do Copom. Foram 12 aumentos consecutivos entre março de 2021 e agosto do ano passado, com elevação de 11,75 pontos percentuais.

A autoridade monetária brasileira, que saiu na frente de outros BCs no ciclo de alta de juros, toma agora a dianteira na América Latina —ao lado do Chile - no processo de afrouxamento.

O tamanho do corte feito pelo Copom não veio em linha com a expectativa majoritária do mercado financeiro, mas era considerado por parte dos economistas como uma possibilidade.

Levantamento feito pela Bloomberg mostrou que a maioria dos analistas esperava uma queda de 0,25 ponto percentual, a 13,50% ao ano, enquanto uma parcela menor projetava uma redução de 0,5 ponto percentual.

O movimento feito pelo colegiado correspondeu pela primeira vez aos apelos do governo Lula, que vinha pressionando o BC por um corte de 0,5 ponto percentual da Selic.

Horas antes da decisão do Copom, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) disse que havia "um espaço importante" para queda de juros. Já o presidente Lula atacou novamente Roberto Campos Neto, chamando o chefe do BC de "rapaz" que "não entende de Brasil".

A expectativa por uma queda mais acentuada da taxa de juros ganhou força com a estreia dos primeiros diretores indicados pelo governo petista —Gabriel Galípolo (Política Monetária) e Ailton Aquino (Fiscalização).

Desde o último encontro, em junho, houve uma melhora tanto no ambiente econômico doméstico, com desaceleração da inflação corrente e apreciação do câmbio, quanto nas expectativas dos agentes do mercado financeiro.

O índice oficial de inflação do Brasil (IPCA) atualizado será conhecido apenas no dia 11 de agosto. De acordo com o último dado disponibilizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a alta acumulada em 12 meses desacelerou para 3,16% até junho.

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que sinaliza uma tendência para os preços, teve queda de 0,07% em julho, com recuo dos preços de energia elétrica e alimentos.

Quanto à percepção dos economistas, o boletim Focus mostra que a projeção para o IPCA deste ano foi revisada de 5,12% para 4,84% desde a reunião anterior do Copom até a última segunda-feira (31).

Para o ano que vem, a expectativa caiu de 4% para 3,89%. A estimativa dos analistas para 2025 baixou de 3,8% para 3,5% - ainda acima do centro da meta (3%).

A revisão positiva nas projeções para prazos mais longos foi impulsionada pela definição do CMN (Conselho Monetário Nacional) pela manutenção da meta de inflação de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, no modelo de alvo contínuo a partir de 2025.

Já no âmbito fiscal, o desenho definitivo da nova regra para controle das contas públicas continua sendo dúvida. Com as mudanças promovidas pelo Senado, o texto voltou para a Câmara dos Deputados, que terá a palavra final sobre o arcabouço. Como mostrou a Folha, a retomada da discussão deve ficar para a próxima semana.

Com 2024 na mira e já começando a olhar para 2025, o colegiado do BC volta a se reunir nos dias 19 e 20 de setembro para recalibrar o patamar da taxa básica.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Leia os termos de uso

SUGERIMOS PARA VOCÊ: