Aos 20 anos, ele abandonou a construção civil e virou agricultor
Agricultores reclamam que a profissão está “envelhecendo” e que faltam jovens dispostos a encarar a roça
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Agricultores reclamam que a profissão está “envelhecendo” e que faltam jovens dispostos a encarar a roça. Esse é, inclusive, um dos motivos apontados para a falta de mão de obra na agricultura. Isso não significa, porém, que não existam jovens escolhendo a terra como caminho da vida.
Esse é o caso de Wesley Fernando Schaefel, 30, que abandonou a construção civil para virar agricultor. Ele e a esposa são proprietários da TW Hortaliças, em Domingos Martins. Tudo começou cerca de 10 anos atrás, quando ele tinha 20 anos.
“A minha família nunca trabalhou com plantio, mas sempre gostei e considerei interessante. Decidi começar para trabalhar com algo que eu e minha esposa gostássemos”.
No início, ele conta, os dois começaram com um plantio pequeno de hortaliças e alguns legumes, concomitante ao trabalho na construção civil. “Fui conciliando as duas áreas. Fomos plantando, dando certo, gostando mais, criando venda e expandindo. Então decidi focar só no plantio”.
O foco do cultivo de Schaefel são as hortaliças, com brócolis, salsa, taioba e coentro sendo alguns dos “superalimentos” produzidos. Banana e inhame são cultivados em menor quantidade. “Diminuimos a produção de hortaliças agora. A salsa é o que a gente mais produz. São uns 20 mil maços por mês. Já cebolinha e pé de alface, uns 2 mil”.
Couve
O agricultor Isaías Fischer, 46, notou que os jovens, após a pandemia de covid-19, começaram a procurar mais as hortaliças que produz no sítio Fischer, em Marechal Floriano.
“Tem uns três anos que notamos que a juventude vem aderindo mais a esse tipo de alimentação verde, com legumes e verduras. Antes ela não usava muito, vendíamos mais para pessoas idosas”, conta.
Ele relata também que, volta e meia, alguns alimentos entram e saem de moda. Nos últimos anos, estão em alta algumas verduras, como espinafre e brócolis. “As que são usadas para detox”, ressalta.
Juçara
Natalino Marquezine, 64, queria tomar suco de juçara cerca de 22 anos atrás. Acabou plantando-a. Hoje tem um viveiro que inclui a palmeira-juçara nativa e produz 20 mil mudas por ano. Cada muda é vendida por R$ 2. “A procura está aumentando neste ano. Tem muita gente buscando para plantar. Ela estava um pouco esquecida antes”, conta.
Ele conta que produtores de todo o Estado, dos pequenos aos grandes, estão o procurando para comprar suas mudas. “Estou recusando pedido porque não tem muda o suficiente para todo mundo. Estamos pretendendo plantar mais”, diz.
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