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800 mil vão ter direito a sacar até R$ 1.000 do FGTS no Estado

Governo federal planeja anunciar depois do Carnaval a liberação de saque do fundo de garantia para ajudar no pagamento de dívidas

Vinícius Guidoni, do jornal A Tribuna | 24/02/2022 15:06 h

Aplicativo do FGTS: governo vai ampliar as formas de saque e incluir uso do saldo para o pagamento de dívidas
Aplicativo do FGTS: governo vai ampliar as formas de saque e incluir uso do saldo para o pagamento de dívidas |  Foto: Divulgação
 

A exemplo do que já foi feito em anos anteriores, o governo federal prevê uma nova rodada de saques de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No Estado, segundo estimativas, cerca de 800 mil trabalhadores poderão ter direito a retirar os recursos do fundo.

De acordo com o governo federal, por meio do Ministério da Economia, o valor que será liberado para saque ainda não foi definido, mas deve ficar entre R$ 500 e R$ 1.000.

A definição deste limite ainda depende de análises sobre a disponibilidade financeira do fundo, que precisa assegurar recursos para honrar os saques regulares (como em demissões sem justa causa ou compra da casa própria) e o orçamento para financiamentos habitacionais e de infraestrutura urbana e saneamento.

A expectativa de integrantes da equipe econômica é que a nova rodada de saques seja anunciada oficialmente pelo governo depois do Carnaval. Até lá, uma nova medida provisória será editada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) autorizando o resgate dos recursos.

A princípio, a indicação do governo é que o recurso disponibilizado seja utilizado para o pagamento de dívidas e necessidades urgentes. No entanto, o trabalhador não será impedido de sacar para gastar com outro intuito. 

Com a liberação acontecendo nos próximos meses, especialistas veem o saque de parte do FGTS como uma medida positiva, mas dizem que é necessário saber usar esse dinheiro estrategicamente, como explica o economista Eduardo Araújo.

“É uma medida positiva dar essa possibilidade ao trabalhador de usar esse dinheiro, pois é um recurso dele próprio”, pondera Eduardo, que completa.

“Ter acesso a isso pode ajudar a tomar alguma decisão. Mas o ideal é que, se o trabalhador estiver endividado, esse dinheiro deve ser usado para pagar a dívida, ou pagar algo à vista que seria parcelado, como pagamento de IPTU”, diz.

O economista Ricardo Paixão também aprova a medida, mas segue o mesmo raciocínio sobre cautela. “Não é adequado usar para consumo supérfluo, até porque é um recurso que o trabalhador pode precisar lá no futuro para outras emergências”, afirmou o economista.


SAIBA MAIS


FGTS liberado nos próximos meses

  • A expectativa de integrantes da equipe econômica é que a nova rodada de saques do FGTS seja anunciada oficialmente pelo governo nos próximos 20 dias.
  • Segundo estimativas do governo, a medida deve proporcionar uma injeção de recursos superior a R$ 20 bilhões nos próximos meses.

Até R$ 1.000

  • O valor a ser autorizado para saque ainda está em estudo, mas pode ficar entre R$ 500 e R$ 1.000 por trabalhador.
  • A definição do limite ainda depende de análises sobre a disponibilidade financeira do fundo, que precisa assegurar recursos para honrar os saques regulares (como em demissões sem justa causa ou compra da casa própria) e o orçamento para financiamentos habitacionais e de infraestrutura urbana e saneamento.

Preferência deve ser para quitar dívidas

  • Segundo integrantes do governo, embora o ministro tenha citado o uso do FGTS para o pagamento de dívidas e uma das principais intenções seja de fato ajudar os endividados, a tendência é que o valor seja liberado para todos os trabalhadores que tenham saldo disponível no fundo, com uso livre de acordo com as necessidades do beneficiário.
  • A medida é tomada enquanto os principais bancos brasileiros –como Itaú, Bradesco e Banco do Brasil– esperam que o nível de inadimplência suba gradualmente neste ano. 
  • Já há sinais dessa elevação na carteira da pessoa física.

Medida já aconteceu outras vezes

  • Se confirmada a nova rodada, será a terceira vez que o governo Bolsonaro autoriza saques extraordinários dos recursos do FGTS.
  • A primeira foi em 2019, quando a injeção de recursos ajudou a dar sustentação à atividade econômica. Uma segunda rodada veio em 2020, no contexto das medidas para combater efeitos da covid-19.
  • Antes, em 2017, o governo Michel Temer (MDB) permitiu o saque das contas inativas – quando o contrato de trabalho é rescindido mas o saldo permanece na conta, como ocorre em casos de pedido de demissão pelo trabalhador.

Fonte: Ministério da Economia.

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