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Desafios de jovens médicos contra a Covid

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Coronavírus

Desafios de jovens médicos contra a Covid


Os médicos Laís   Bissoli  e Eduardo Gianordoli atuam em hospital da Serra (Foto: Kadidja Fernandes/AT)
Os médicos Laís Bissoli e Eduardo Gianordoli atuam em hospital da Serra (Foto: Kadidja Fernandes/AT)
Encarar longas jornadas de trabalho, lidar com uma doença desconhecida e o medo de ser contaminado, além de ter de fazer renúncias para cuidar da vida de seus pacientes. Essa tem sido a rotina de muitos médicos jovens, alguns deles recém-formados, que já encaram como primeiro desafio na profissão o enfrentamento de uma pandemia.

“O meu maior desafio é o medo do desconhecido, porque a Covid-19 é uma doença da qual pouco se sabe. Tenho caso de pacientes com mais de 100 anos que venceram a doença, mas há outros da minha idade que não venceram”, aponta a clínica geral Laís Bissoli Perini, de 27 anos, que trabalha no Hospital Meridional da Serra (antigo Metropolitano).

A pouca experiência e os desafios são superados pela vontade de ajudar, como afirma o médico Eduardo Gianordoli Cots, 25, que faz residência em Radiologia no mesmo hospital que Laís. Formado há dois anos, ele diz que o maior desafio frente à pandemia são as perdas de seus pacientes.

“É uma coisa que mexe com a gente. O paciente entrega sua vida em nossas mãos e, às vezes, nós não conseguimos. Isso me deixa com um sentimento de impotência”, diz Eduardo.

Atuando na linha de frente do combate ao coronavírus desde o início da pandemia, a residente em terapia intensiva do Hospital Doutor Jayme Santos Neves, na Serra, Juliana Silva Cosme, 28, conta que, além da frustração com a perda dos pacientes e a falta de informações sobre a Covid-19, ela sofre com o medo de ser contaminada e de levar o vírus para casa, onde há pessoas do grupo de risco.

“Eu não abraço mais meus familiares, nem chego perto. Tudo porque tenho medo de contaminá-los, caso eu contraia o vírus. Embora eu esteja com a carga horária sobrecarregada, tenho me sentido muito feliz em saber que, de alguma forma, estou ajudando”.

Mesmo tendo sua carga horária dobrada nesse período de pandemia, a clínica geral Hannah Cade, 28, que trabalha no Vitória Apart Hospital, afirma que não se arrepende de ter optado em trabalhar frente à pandemia.

“Eu não precisava aumentar a minha carga horária, mas optei por ir trabalhar, pois era um dever que eu tinha de cumprir. Não está sendo fácil, mas não me arrependo”, comentou a médica.

Ansiedade afeta 30% dos pacientes

Pelo menos 30% das pessoas que são internadas após serem diagnosticadas com Covid-19 passam a apresentar quadro de ansiedade, de acordo com médicos ouvidos pela reportagem.
Eles afirmaram que, em alguns casos, o transtorno acaba por confundir os profissionais durante o atendimento.

Igor Morais se formou em abril (Foto: Divulgação)
Igor Morais se formou em abril (Foto: Divulgação)
“Tem paciente que aumenta a frequência respiratória do nada. Daí, como não se sabe muito sobre a Covid, ficamos na dúvida se seria por conta da doença ou devido à ansiedade. Em boa parte dos casos, quando aplicamos um calmante, a frequência cai, apontando que era ansiedade”, explicou o clínico geral Igor Morais, de 25 anos.

Atuando na linha de frente da pandemia desde abril deste ano, quando se formou, ele relata ainda que, além da ansiedade, alguns pacientes desenvolvem outras doenças psicológicas.

“Muitos pacientes apresentam síndrome do pânico, por exemplo”. O médico diz que a sua maior dificuldade é o fato de a Covid-19 ainda não ter cura.

O também clínico geral Eduardo Gianordoli Cots, 25, frisa que os casos de ansiedade ocorrem não só com pacientes internados, mas também com aqueles que não precisam de internação.

“Eu tenho visto um número importante de pacientes com transtorno de ansiedade, desencadeado pela pandemia. Eu atendo 30 pacientes por dia e, a cada 10, três apresentam um quadro de ansiedade associado. São cerca de nove por dia”, apontou o médico.
 


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