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Derrame mata uma pessoa a cada 4 horas no Estado

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Cidades

Derrame mata uma pessoa a cada 4 horas no Estado


No Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), nesta quinta-feira, 29 de outubro, um dado chama a atenção para a gravidade da doença, também conhecida como derrame cerebral: uma pessoa morre no Estado a cada quatro horas por causa do problema.

De acordo com dados do portal de Transparência do Registro Civil, da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen Brasil), de janeiro até ontem, foram registradas 2.042 mortes por AVC no Espírito Santo. A média é de seis mortes por dia.

O neurorradiologista intervencionista Igor Pagiola ressaltou que a doença precisa ter a mesma prioridade quanto outros problemas, como o infarto. “Se alguém não consegue sorrir, dar um abraço ou emitir uma mensagem, com dificuldade na fala, não se deve esperar melhorar os sintomas. É importante ligar o mais rápido possível para o serviço de urgência”.

O neurologista do grupo Unimed Vitória e da Rede Meridional Daniel Escobar Bueno Peixoto frisou que, diferente de outras doenças, o derrame ocorre de maneira súbita. “A pessoa estava bem e, de repente, inicia o sintoma”.

Por isso, ele enfatizou a importância de agir rápido. “Quanto mais rápido o paciente chegar a um centro de referência para o tratamento, maiores são as chances de receber um tratamento especializado”.

De acordo com a neurologista e coordenadora da área de AVC do Hospital Estadual Central, Rúbia Sfalsini, existem dois tipos de AVC: isquêmico e hemorrágico, sendo o mais comum o isquêmico.

“Para saber qual o tipo, o paciente tem de ser avaliado em um serviço de referência”.

Ela completou: “Um ponto que saliento é que os AVCs isquêmicos devem ser encarados como emergência médica. Justamente porque é o subtipo de AVC que temos hoje um tratamento, que pode ser a trombólise venosa ou a trombectomia mecânica”.

Na trombólise venosa, de acordo com a médica, é utilizada uma medicação, através da veia, possibilitando a desobstrução do vaso que estava entupido.

O neurorradiologista intervencionista Igor Pagiola com os pais, Margarida Pagiola e Edilson Pagiola, que sofreu AVC isquêmico (Foto: Dayana Souza/AT)
O neurorradiologista intervencionista Igor Pagiola com os pais, Margarida Pagiola e Edilson Pagiola, que sofreu AVC isquêmico (Foto: Dayana Souza/AT)

Ajuda rápida

Foi assistindo aos vídeos que o filho, o neurorradiologista intervencionista Igor Pagiola, publicava nas redes sociais, que Margarida Pagiola, 60, conseguiu identificar os sinais de AVC no marido Edilson Pagiola, 63.

“Apesar de estudar há anos, nunca conversei com meus pais sobre o tema. Mas, em fevereiro, ao ir dormir, minha mãe percebeu que meu pai estava com a boca torta, não conseguia abraçar ou falar. Ela relatou que na hora se lembrou das postagens e buscou ajuda rapidamente”.

O médico contou que, após dois procedimentos complexos, o pai está bem, com poucas sequelas do AVC isquêmico.

Derrame mata uma pessoa a cada 4 horas no Estado (Foto: )
Derrame mata uma pessoa a cada 4 horas no Estado (Foto: )


O QUE ELES DIZEM


"O AVC é uma doença que tem várias causas. É fundamental investigar o motivo para oferecer o tratamento correto. E o melhor tratamento, sem dúvidas, é a prevenção.”

Daniel Escobar Bueno Peixoto, neurologista

"Temos de aprender a reconhecer um AVC, que é definido como um déficit neurológico atribuído a uma lesão aguda. O AVC é a segunda causa mais comum de morte no mundo.”

Rúbia Sfalsini, neurologista

"Estão entre os fatores de risco o tabagismo e a hipertensão. E agora, com a Covid, pacientes obesos estão tendo mais formações de trombos e podem ter um risco aumentado de ter um AVC.”

Diogo Barreto, cardiologista

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