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Depressão na infância e na adolescência
Papo de Família
Cláudio Miranda

Cláudio Miranda


Depressão na infância e na adolescência

Cláudio Miranda (Foto: A Tribuna)Cláudio Miranda (Foto: A Tribuna)

A depressão e a ansiedade crescem cada vez mais na infância e na adolescência, sendo muito frequente pais e professores relatarem casos de automutilação com cortes nos braços, pernas e barriga. Nos casos mais graves, acontece o suicídio. Essa é uma triste realidade.

A mudança de comportamento dos filhos é um importante indicativo de que algo não está bem. A criança deprimida modifica o seu estado de humor e a sua disposição fica diferente daquilo que normalmente apresenta. Ela precisa de atenção e acolhimento.

Alguns sinais sugestivos de depressão em crianças e adolescentes:

1- Mudanças de humor significativas.
2- Diminuição da atividade e do interesse pelas coisas que gosta.
3- Queda no rendimento escolar e perda da atenção.
4- Distúrbios do sono.
5- Surgimento de condutas agressivas.
6- Autodepreciação.
7- Perda de energia física e mental.
8- Perda ou aumento de peso.
9- Cansaço matinal.
10- Aumento da sensibilidade (irritadiço ou choro fácil).
11- Negativismo e Pessimismo.
12- Sentimento de rejeição.
13- Ideias mórbidas sobre a vida.
14- Condutas antissociais e destrutivas.

Às vezes, os pais não buscam uma ajuda especializada por não darem o devido valor ao problema e acharem que aquilo se resolve com o tempo. Existe a ignorância que terapia é coisa de doido. Fazer a negação e dizer que aquilo é bobagem é muito comum em algumas famílias.

Minimizar e desconsiderar o sofrimento emocional de um filho é um erro grave que pode se desencadear em consequências desastrosas.

Na depressão, a pessoa não encontra uma causa aparente para o seu sofrimento. Na tristeza é mais fácil encontrar o motivo da dor que se sente. Pode-se ficar triste com a morte de alguém, uma separação, perda de um emprego. Contudo, uma tristeza de longa data não superada poder se configurar num estado depressivo.

O tratamento da depressão deve ser feito pela terapia especializada e com o uso de medicamento indicado por um psiquiatra. Os pais também poderão receber orientações terapêuticas de como lidar com a situação.

O problema de um filho pode ser um sintoma de um desequilíbrio na relação familiar. Pais doentes precisam de tanta ajuda como o filho. Há pais ausentes que não enxergam e não aceitam o problema que o filho está vivendo. A falta de interação e comunicação familiar é um sério agravante no surgimento de sintomas de depressão e ansiedade na infância e na adolescência.

Uma família que não se comunica ou que tem um diálogo empobrecido com os filhos não propicia a elaboração de sentimentos que ficam aprisionados e mais tarde podem se transformar em problemas afetivos e emocionais.

Os pais devem oferecer aos filhos um relacionamento de qualidade se mostrando presentes.

Fique atento ao seu filho e busque ajuda terapêutica e medicamentosa aos primeiros sinais de sofrimento.

Cláudio Miranda é terapeuta individual e familiar, psicopedagogo clínico, pós-graduado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP


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