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Criança foi ferida ao tentar impedir que a mãe fosse morta pelo pai

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Criança foi ferida ao tentar impedir que a mãe fosse morta pelo pai


Cristina Melo do Rosário tinha 34 anos e fazia curso técnico de enfermagem. (Foto: Reprodução Redes Sociais)
Cristina Melo do Rosário tinha 34 anos e fazia curso técnico de enfermagem. (Foto: Reprodução Redes Sociais)
A filha de 11 anos da estudante de Enfermagem Cristina Melo do Rosário, 34, ficou ferida ao tentar impedir que a mãe fosse esfaqueada pelo pai. O crime aconteceu na madrugada de domingo (1º), em Porto de Santana, Cariacica, e também foi presenciado pela irmã da menina, de 8 anos. O servidor da Ufes Eduardo Cruz da Silva foi preso e autuado por feminicídio.

Desesperada com a cena que estava presenciando e sem saber o que fazer ao ver o próprio pai desferindo golpes de faca na mãe, a filha mais nova do casal, conseguiu abrir a porta da casa para pedir socorro.

Eduardo Cruz da Silva foi preso e autuado por feminicídio. (Foto: Reprodução Redes Sociais)
Eduardo Cruz da Silva foi preso e autuado por feminicídio. (Foto: Reprodução Redes Sociais)
“Ela tremia toda. Mal conseguia falar. Só gritava assim: ‘Me ajuda, me ajuda. Papai enfiou a faca na mamãe’. Estava com as mãozinhas ensanguentadas. Foi um filme de terror ver aquela criança assim”, contou uma dona de casa de 41 anos, que pediu para não ser identificada.

Segundo testemunhas, a irmã da menina, de 11 anos, também se desesperou ao ver a mãe caída no banheiro da casa e tentou agir para impedir a ação do pai.

“Ela contou que chegou a entrar na frente do pai, quando ele tentou dar a primeira facada. Foi aí que o pai dela deu uma cadeirada e a feriu na testa, provocando um pequeno corte”, relatou o autônomo Vanderson Rosário, que passava pela rua onde fica a casa da família e ajudou no socorro das crianças.

Após o crime, as duas meninas foram levadas por moradores para a casa de um primo da família.
“As minhas sobrinhas estão arrasadas e quase não conversam. Não sei se entenderam que a mãe foi embora, mas estão assustadas”, contou a técnica de enfermagem Elaine Melo do Rosário, irmã da vítima.

Entenda o crime

A estudante de Enfermagem Cristina, de 34 anos, foi morta pelo companheiro dela, identificado pela Polícia Civil como Eduardo Cruz da Silva, funcionário da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

O crime aconteceu dentro da casa da família, na frente das filhas do casal, de 8 e 11 anos, em Porto de Santana. Segundo familiares e moradores, o marido não aceitava o fim do relacionamento de 15 anos.

Testemunhas relataram à polícia que a vítima estava dormindo no quarto do casal, quando foi acordada por Eduardo. Dando chutes e socos, ele gritava com Cristina, afirmando que ela o havia traído.

Após agredir a mulher, o acusado ainda teria pegado uma faca na cozinha da casa e desferido vários golpes na vítima, que foi arrastada por ele, até o banheiro da casa. As crianças que acordaram com os gritos da mãe, se desesperam e pediram socorro para os vizinhos.

Desesperada, a vizinha pediu ajuda a outros moradores. Eles viram em quatro jovens que passavam de carro pela rua a esperança de salvar a vida de Cristina.

“Eram três jovens e uma menina. Eles pararam para prestar socorro, mas quando chegaram na casa, a Cristina já estava morta”, contou a dona de casa Ana Maria da Silva.

Eduardo tentou fugir, mas acabou contido pelos três jovens. A PM foi acionada e Eduardo foi conduzido ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa( DHPP), em Vitória, onde foi autuado por feminicídio e levado ao presídio.

Eduardo consta como funcionário da Ufes desde 2015, no site da transparência do órgão. Em nota, a instituição lamentou o ocorrido.

Leia o comunicado na íntegra:

"A Administração Central da Ufes lamenta profundamente o episódio e manifesta sua indignação com a ocorrência de mais um crime de feminicídio no Espírito Santo, desta vez cometido por um membro de sua comunidade.

Eduardo Cruz da Silva é servidor técnico-administrativo.

A Administração Central da Ufes destaca que a Universidade está à frente de diversas ações de conscientização e combate ao feminicídio. Uma delas foi a criação do Laboratório de Pesquisas sobre Violência contra a Mulher (Lapvim), que agrega diversas instituições públicas e privadas em parceria para o enfrentamento da violência contra a mulher no Espírito Santo. O Lapvim, coordenado pela vice-reitora Ethel Maciel, constitui-se como um núcleo aglutinador de projetos de pesquisa, ensino e extensão da Ufes sobre a violência contra a mulher no contexto nacional, regional e local, e analisa a problemática em seus diversos âmbitos.

Além disso, diversos eventos são realizados com o intuito de conscientizar sobre a temática, como o Seminário Políticas Públicas de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, ocorrido em outubro deste ano, e o II Colóquio Homens e Violência contra as Mulheres, agendado para o próximo dia 6 de dezembro, ambos promovidos pelo Laboratório de Estudos de Gênero, Poder e Violência da Universidade.

Diante deste triste fato, a Administração Central da Ufes manifesta sua solidariedade às famílias envolvidas, colocando-se à disposição para auxiliar nas medidas cabíveis".


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