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Creches já perderam 70% dos alunos com a pandemia

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Coronavírus

Creches já perderam 70% dos alunos com a pandemia


Como as aulas nas creches ainda não retornaram de forma presencial, devido à pandemia do novo coronavírus, muitos pais têm cancelado as matrículas das crianças nas escolas, já que o ensino infantil, de zero a 3 anos, não é obrigatório por lei. Mas esse cancelamento tem causado prejuízos às instituições, que estão fechadas desde março.

Segundo o vice-presidente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES), Eduardo Costa Gomes, a evasão dos alunos em creches já chegou a 70% em alguns casos, e costuma variar entre 30 e 50%.

“Para sobreviverem, algumas escolas recorreram às linhas de crédito do governo federal, aos empréstimos bancários e à redução de folha de pagamento. Mas muitas delas não conseguiram o crédito e tiveram de demitir funcionários”, explicou.

Eduardo acredita que deve haver a flexibilização do atendimento das creches, para que tenha algumas aulas presenciais, com restrição de pessoas ou até atendimento individual.

Lívia  Azevedo (blusa azul), ao lado de outras profissionais, disse que sua creche perdeu mais de 50% dos alunos (Foto: Beto Morais - 30/07/2020)
Lívia Azevedo (blusa azul), ao lado de outras profissionais, disse que sua creche perdeu mais de 50% dos alunos (Foto: Beto Morais - 30/07/2020)
A proprietária da escola de educação infantil Peixinho Feliz, Lívia Azevedo Campanha, contou que a creche já perdeu mais de 50% dos alunos. A instituição abriu há menos de dois anos e, como ainda têm sido feitos investimentos, está lidando com prejuízos.

“Contratamos uma assessoria específica em biossegurança, estamos com os protocolos prontos e, como temos um número pequeno de alunos, podemos voltar com o espaçamento exigido”, disse.

Devido ao cancelamento das matrículas, algumas creches chegaram a fechar. Esse foi o caso da Creche ABC, localizada em Jardim Camburi, que precisou encerrar uma unidade. A proprietária e diretora da escola, Cássia Lucas Spagnol, disse que foi um impacto financeiro muito grande.

“A escola precisa retornar atingindo duas necessidades: com aulas online, para quem está inseguro em voltar, e presenciais, para atender aqueles que precisam deixar os filhos em um local seguro.”

Para o gestor da escola de educação infantil Idade Ativa, da Serra, e líder do movimento Todos pela Educação Infantil da Rede Privada do ES, Odilon Martins, há uma insegurança dos pais com relação à rematrícula. “E isso gera um abalo ainda maior, porque esse é um período em que as escolas precisam suportar mais gastos, como o décimo terceiro salário e o recolhimento dos encargos sociais”.


O QUE ELES DIZEM


"A expectativa é que o governo flexibilize algumas atividades da escola, de atendimentos dosados”
Eduardo Gomes, vice-presidente do Sinepe

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"A escola é muito mais segura do que brincar com outras crianças em um parque, sem máscara”
Odilon Martins, gestor de escola

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