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Taxa de transmissão da Covid na Grande Vitória é a maior desde julho

| 13/10/2020 21:00 h

Movimento no comércio na Avenida Expedito Garcia, em Campo Grande, Cariacica, durante a pandemia
Movimento no comércio na Avenida Expedito Garcia, em Campo Grande, Cariacica, durante a pandemia |  Foto: Kadidja Fernandes - 06/05/2020

A taxa de transmissão do novo coronavírus voltou a ficar acima de 1 na Grande Vitória. Os dados do Núcleo Interinstitucional de Estudos Epidemiológicos (NIEE), grupo que faz o monitoramento dos dados da doença no Espírito Santo, mostram que esse índice na semana que se encerrou em 2 de outubro foi de 1,14 – ou seja, cada grupo de 10 infectados tem a possibilidade de transmitir o vírus para mais 11 pessoas.

Os dados do núcleo indicam que essa é a maior taxa de transmissão do coronavírus na Grande Vitória desde a semana de 17 de julho, quando o índice registrado foi de 0,68.

De acordo com o diretor de Integração e Projetos Especiais, do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), entidade que coordena o NIEE, Pablo Lira, essa flutuação na taxa de transmissão já é algo esperado, mas passou a ser observada com mais frequência desde setembro.

“A partir do mês de setembro que a gente tem a taxa na Grande Vitória ficando entre 0,9 e 1 por conta de fatores como ampliação dos critérios de testagem, que aconteceu a partir de setembro; o inquérito sorológico no sistema prisional, que tivemos em setembro e as principais unidades no Estado ficam na Grande Vitória, como Complexo de Viana e Penitenciária de Vila Velha. Também pode ter influência do feriado de 7 de Setembro”, explicou ele.

Lira revelou que, embora seja algo esperado, as variações positivas na taxa de transmissão são analisadas com atenção pelo grupo e o aumento na Grande Vitória foi puxado por conta das cidades de Vila Velha e Vitória, além da Serra em uma menor proporção. “Apresentaram, em setembro, uma média móvel com variações positivas nos casos confirmados”, informou sobre o motivo.

O diretor do instituto ainda destacou que esse aumento da taxa de transmissão não impactou no número de mortes, o que é um dado positivo. Segundo ele, houve redução de 30,53% na média móvel de casos dos últimos 14 dias e a média móvel de óbito está em 8, uma queda de mais de 15%. “Tudo indica uma queda da taxa na segunda semana de outubro, levando em consideração a média móvel de casos e óbitos”.

O NIEE é coordenado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e é composto por representantes do governo e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), para realização de estudos que possam subsidiar as decisões do poder executivo estadual nas medidas de enfrentamento à pandemia.

Transmissão no Estado segue abaixo de 1

Quando observada a taxa de transmissão no Estado, somando Grande Vitória e interior, esse índice permaneceu novamente abaixo de 1 na primeira semana de outubro.

De acordo com o diretor de Integração e Projetos Especiais, do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Pablo Lira, foi registrada a taxa de 0,96 – cada grupo de 10 infectados tem potencial de transmitir o vírus para 9 pessoas.

Desde a semana de 17 de julho, que o índice no Estado está abaixo de 1. “Estamos com a taxa abaixo de 1 nas últimas 11 semanas e isso nos dá condições de avançar no Plano de Convivência com a Pandemia”, explicou ele.

Em relação ao dado da semana anterior, houve uma pequena variação, já que o índice era de 0,82. Esse crescimento foi puxado por conta da subida da taxa na Grande Vitória.

No interior, o índice também permanece abaixo de 1. O resultado registrado na última semana foi de 0,81 – na última semana de setembro, a taxa era de 0,76.

Mortes

O diretor de Integração e Projetos Especiais, do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Pablo Lira, ainda destaca que o Estado tem uma tendência de redução no número de óbitos diários provocados pela Covid-19 nas próximas semanas.

A média móvel atual é de 8 mortes por dia, de acordo com os dados do Painel Covid-19, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

“Esse número vem caindo desde julho. A nossa média era de 38 e, agora, está em 8. Seguindo essa tendência, se não tiver nenhum fator a típico, é chegar a novembro com uma média próximo de 5. O ideal seria o cenário com a vacina, que a gente teria uma redução mais significativa”.
 

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