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"Prejuízo incalculável", diz presidente da Fecomércio sobre fechamento de lojas

| 15/03/2021 22:47 h | Atualizado em 15/03/2021, 23:06

José Lino disse  que os comerciantes do Estado tiveram de demitir cerca de 20 mil pessoas  nos últimos 2 meses
José Lino disse que os comerciantes do Estado tiveram de demitir cerca de 20 mil pessoas nos últimos 2 meses |  Foto: Dayana Souza — 28/06/2017

A possibilidade de um novo fechamento do comércio preocupa os donos de lojas no Estado. O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, acredita que um novo fechamento dos comércios por 14 dias, como é estudado pelo governo, vai trazer um prejuízo incalculável aos empresários.

Nesta segunda-feira (15), a taxa de ocupação de leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) se aproximou de 90% nos hospitais capixabas e o governo deve adotar medidas mais duras para reduzir a circulação de pessoas, caso esse índice seja alcançado.

Ao longo do dia, representantes do governo realizaram diversas reuniões com chefes de outros Poderes, prefeitos e entidades da sociedade civil para definir as medidas que serão tomadas em um cenário de ocupação de leitos chegando a 90%.

Uma dessas reuniões aconteceu durante a noite com representantes do setor produtivo do Estado. Sepulcri foi um dos participantes desse encontro que ocorreu de forma virtual. Segundo ele, a reunião durou quase duas horas.

Uma das medidas apresentadas pelo governo é o fechamento dos comércios no Estado por 14 dias. Essa medida pode começar a valer já nesta quarta-feira (17), conta Sepulcri, e interromperia a retomada do setor.

“Esperamos que ele (governador) leve em consideração os nossos critérios e tome medidas, como uma diminuição da carga de horária de trabalho. Se fechar por 14 dias será um prejuízo incalculável. A possibilidade de demissão vai ser muito grande”, afirmou o presidente da Fecomércio-ES.

De acordo com ele, outras saídas apresentadas pelo setor foram a limitação do horário de trabalho noturno para 19 horas (hoje, as cidades de risco alto o comércio pode funcionar até 20 horas, de segunda a sexta) e, em último caso, o rodízio na abertura de lojas.

“O governador disse que se tomarem essa decisão não é punitiva, mas eu transmiti a ele a nossa preocupação que é quem vai pagar os 14 dias dos nossos funcionários que vão ficar em casa? Quem vai pagar os nossos compromissos e os tributos que temos que recolher? Ele está certo, mas não também não estamos errados”, disse Sepulcri.

As medidas a serem adotadas serão anunciadas pelo governador Renato Casagrande em coletiva de imprensa, às 15h30, desta terça-feira (16).

A possibilidade de fechamento do comércio no Estado por conta do avanço da pandemia ocorre praticamente um ano após os estabelecimentos terem o funcionamento suspenso nas cidades capixabas.

Em 21 de março do ano passado, foi publicado o primeiro decreto que determinou que as lojas de rua e de shoppings ficassem fechadas devido aos casos de Covid-19. Na oportunidade, os comércios ficaram fechados por mais de 40 dias.
 

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