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Prefeitura de Itapemirim vai distribuir cloroquina para tratamento de infectados

| 08/06/2020 10:29 h | Atualizado em 08/06/2020, 10:42

A Prefeitura de Itapemirim, no Sul do Estado, vai distribuir kits com cloroquina e outros medicamentos para o tratamento de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. O anúncio foi feito pelo prefeito, Thiago Peçanha, nas redes sociais.

“O município de Itapemirim distribuirá, mediante prescrição médica, kits de medicamentos com cloroquina e azitromicina a partir do resultado positivo do teste do C19, além de ampliar a testagem da população”, escreveu o prefeito.

Além da cloroquina e azitromicina, os kits têm também ivermectina e dipirona. De acordo com Peçanha, os remédios “já vem sendo usados em vários hospitais particulares contra o coronavírus”.

Itapemirim tem 222 casos confirmados da doença e 10 mortes, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). A taxa de letalidade é de 4,50%. Quase 30 pessoas se curaram.

Estado não recomenda cloroquina

No final de maio, o governo do Estado mudou a recomendação para o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina. As duas medicações eram sugeridas, desde o começo da pandemia, em casos graves, com indicação de internação em Unidade de Terapia Intensiva.

Caixa com comprimidos de hidroxicloroquina: uso do medicamento pode provocar efeitos colaterais
Caixa com comprimidos de hidroxicloroquina: uso do medicamento pode provocar efeitos colaterais |  Foto: Genival Fernandez/Agência Estado

Uma nota técnica chegava a sugerir duas doses diárias nos primeiros quatro dias da internação – na chamada “fase de ataque”. O antibiótico azitromicina também era recomendado como uso acompanhado aos dois medicamentos.

Agora, essa recomendação deixa de existir. A indicação para casos leves, que já não existia, segue como estava.

O governo seguiu recomendações da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia; para os casos leves, ouviu as recomendações da Associação Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.

Na época, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes explicou que “retiramos a indicação por não haver evidências científicas de eficácia nos pacientes graves. A própria Organização Mundial da Saúde suspendeu pesquisa por falta de segurança. Agora, fica a cargo dos médicos a avaliação”, disse.

O protocolo federal mantém a necessidade de o paciente autorizar o uso da medicação e de o médico decidir sobre aplicar ou não.
 

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