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Pousadas do Caparaó pedem aos turistas que não as visitem neste feriadão

| 10/06/2020 21:44 h | Atualizado em 11/06/2020, 13:43

Acostumados a receber pessoas de todo o país em busca das belas cachoeiras, do verde e do clima de montanha, donos de pousadas da Região do Caparaó, no Sul do estado, estão fazendo uma campanha diferente. Eles pedem que os turistas não os visitem nesse Feriadão de Corpus Christi, que começa nesta quinta-feira (11).

O medo da população local é que os visitantes, sem querer, acabem transmitindo o novo coronavírus aos moradores da região. O distrito de Pedra Menina, em Dores do Rio Preto, por exemplo, uma das comunidades que encabeçam a campanha, não tem nenhum caso de Covid-19 confirmado.

Cachoeira da Vovó Tuti, em Patrimônio da Penha, um dos pontos turísticos da região.
Cachoeira da Vovó Tuti, em Patrimônio da Penha, um dos pontos turísticos da região. |  Foto: Alessandro de Paula

A empresária Cecilia Nakao, dona da Pousada Villa Januária, em Pedra Menina, disse que foi uma decisão coletiva das pousadas, que estão fechadas desde o dia 16 de março, e demais estabelecimentos ligados ao turismo. “Fechamos para que o vírus não chegue à nossa comunidade”, explicou.

Segundo ela, as lideranças estão se mobilizando e envolvendo outros municípios na tentativa de fazer um cordão de isolamento no entorno do Parque Nacional do Caparaó, principal ponto turístico da região e que está fechado desde o dia 22 de março, em função da pandemia. A campanha é bem organizada, com divulgação nas redes sociais e em carros de som.

No vizinho distrito de Patrimônio da Penha, município de Divino de São Lourenço, a situação com relação à contaminação do coronavírus é diferente. Lá existem 11 casos confirmados. Mas, assim como em Pedra Menina, a população também se mobilizou para impedir o fluxo de visitantes neste feriadão.

De acordo com a empresária Valéria Rodrigues, da pousada Beija-Flor, além das pousadas, que já estavam fechadas desde o início da pandemia, a partir desta quinta (11) os restaurantes também não vão abrir as portas.

A medida foi tomada para impedir que algum visitante, ao passear pela região, vá se alimentar no comércio. “Precisamos evitar aglomeração”, disse. Ela explicou que para ajudar moradores que vivem do turismo a comunidade se organizou e, junto com a prefeitura, preparam cestas básicas para doações.

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