Polícia investiga ofensa em internet contra PM com suspeita de coronavírus
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A Polícia Civil de Linhares, no Norte do Estado, investiga mensagens ofensivas, postadas em uma rede social, com xingamentos a um soldado da Polícia Militar do Espírito Santo, que pode ter contraído a Covid-19.
De acordo com o delegado chefe da 16ª Delegacia Regional de Linhares, Fabrício Lucindo Lima, assim que recebeu as mensagens, imediatamente, determinou que a Delegacia de Infrações Penais Outras (Dipo) apurasse o caso, para tentar identificar o internauta responsável pelas ofensas.
Em um grupo de notícias, do aplicativo de mensagens, o soldado chegou a ser chamado de verme. "Não gosto deles não, tá ligado... mas que Deus abençoe esse verme aí e melhoras". A mensagem foi criticada por outros membros so grupo, mas o conteúdo, entre outras ofensas, está sob investigação da Policia Civil.
Segundo o delegado, na manhã desta segunda-feira (06), um site da região informou que um soldado da 1° Companhia do 6° Batalhão da Polícia Militar testou positivo para o Covid-19 e que outro soldado, da mesma corporação, apresentou sintomas. Ambos seriam encaminhados ao Hospital Jayme dos Santos Neves para a realização de exames.
"Eu recebi na manhã de hoje (6), um print dessas ofensas e solicitei a abertura da investigação para descobrir quem é essa pessoa. Vamos tentar localizar e intimar para prestar depoimento aqui na delegacia", declarou Fabrício Lucindo.
Ele acrescentou ainda que pretende apurar tudo o que aconteceu e se existem outras publicações dessa mesma pessoa em outras redes sociais. "Faremos uma varredura para tomarmos as medidas cabíveis. Só após essa análise, poderemos aplicar algum tipo de penalidade" relatou.
"É preciso que se evite esse tipo de tratamento, pois temos que ter orgulho dessas pessoas que estão à frente do combate ao coronavírus. São profissionais, como policiais civis, militares, agentes de saúde, entre outros, que preciso ser reconhecidos, pois vemos a importância do trabalho deles no combate à pandemia e à manutenção da ordem pública", finalizou Lucindo.
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