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“O jeitinho brasileiro não acabou”, afirma psicólogo

| 25/02/2021 16:37 h | Atualizado em 25/02/2021, 17:05

Um ano marcado por transformações na vida, na rotina e muitos desafios. Mas nem as dificuldades da pandemia da Covid-19 parecem ter acabado com aquele “jeitinho brasileiro” de querer se dar bem.

Desde o início da vacinação, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu 103 denúncias relacionadas à imunização contra o novo coronavírus, como casos de fura-filas, entre outras irregularidades. Além disso, foram registradas outras 86 reclamações. Todas estão sendo apuradas.

Psicólogo Felipe Goggi: “Comportamento humano”
Psicólogo Felipe Goggi: “Comportamento humano” |  Foto: Jéssica Rodrigues/Divulgação
No Ministério Público Estadual, as denúncias de fura-filas até o dia 11 deste mês chegavam a 120.

Para o psicólogo Felipe Goggi, especialista em Saúde Coletiva, a pandemia não só não acabou com o famoso “jeitinho brasileiro”, como mostrou o quanto as pessoas precisam melhorar enquanto indivíduos e como coletividade.

“O jeitinho brasileiro não acabou. Embora a pandemia seja hoje discutida prioritariamente sob duas óticas, que é a da saúde e da economia, ela atinge diretamente nosso perfil de cidadão”.

Ele ressaltou que as pessoas que furam a fila da vacinação acabam contribuindo para o avanço do próprio vírus.

“Às vezes, elas pensam que tomar a vacina é um ingresso para se aglomerar, sabendo que a imunização, neste momento, não tem essa finalidade. Pelo contrário, quem se vacinou, ainda precisa continuar com os cuidados”.

Felipe Goggi reforçou que o maior instrumento de combate à pandemia ainda é o comportamento humano, com o uso de máscaras, higienização das mãos, entre outros cuidados. “Furar a fila é um ato de pensar em si, de querer se dar bem. Há uma falta de empatia, de humanização, de se colocar no lugar do outro”.

Ele observou que, no intuito de achar que está se dando bem, a pessoa não pensa nas medidas coletivas para reduzir o número de casos e de mortes. “Isso revela um caráter duvidoso para tantas outras questões. Em um contexto geral, ela está fazendo desserviço à humanidade neste momento”.

Além disso, o psicólogo salientou questões legais que podem estar implicadas com o ato, já que existe um controle para vacinação.

A Sesa informou que denúncias ou reclamações sobre a vacinação podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, pelos telefones (27) 3347-5732 ou (27) 3347-5733; pelo e-mail [email protected]; pelo Fale Conosco no site www.saude.es.gov.br.

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