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Ex-coordenadora de guarda vidas de Vila Velha morre com Covid

| 21/03/2021 12:28 h

Arlene Dutra foi coordenadora do Salvamar, na Prefeitura de Vila Velha
Arlene Dutra foi coordenadora do Salvamar, na Prefeitura de Vila Velha |  Foto: Reprodução Facebook

A ex-coordenadora de Políticas de Segurança Aquática da Prefeitura de Vila Velha, Arlene Dutra, de 50 anos, morreu, na tarde de sábado (20), por conta de complicações causadas pela Covid-19.

De acordo com o marido dela, o oficial da Marinha, Alciclei Dutra, Arlene estava internada desde o início do mês em tratamento da doença. Ele relata que os dois sentiram os primeiros sintomas da Covid-19, em 20 de fevereiro.

“Tomamos as medicações e, no dia 2 de março, ela se sentiu mal. Fomos ao hospital particular e constatou que estava com 75% do pulmão comprometido. Ela foi para a enfermaria, onde ficou dois dias internada. No dia 6 de março, ela foi para a UTI e foi intubada”, lembra o marido.

Segundo Alciclei, seis dias após a entrada na UTI, Arlene foi infectada por uma bactéria e teve pneumonia bacteriana. Dias depois de se curar, ela contraiu uma nova bactéria na unidade intensiva.

“O médico tinha me dado boas notícias, disse que ela tinha uma mancha no pulmão esquerdo e o direito estava limpinho. Uma traqueostomia estava programada para terça para tirar a tubulação. Mas, ontem (sábado), por volta de 12 horas, me ligaram para comparecer ao hospital. Ela morreu às 12h45, depois de ter três paradas cardíacas”, informou ele.

O laudo médico aponta a causa da morte como pneumonia, insuficiência respiratória devido ao Covid. No entanto, o marido de Arlene faz também um alerta para as infecções hospitalares. “Deve ser reforçado o cuidado, porque o corpo está debilitado pelo Covid, que ataca a imunidade. Entra uma bactéria tudo bem, isso acontece, mas acontece uma segunda vez”, lamentou.

Arlene Dutra e Alciclei : casal estava casado há 29 anos
Arlene Dutra e Alciclei : casal estava casado há 29 anos |  Foto: Reprodução Facebook Alciclei Dutra
Arlene e Alciclei tinham 29 anos de casados. Para ele, a esposa sempre foi uma mulher que lutava pelo que acreditava no trabalho no Salvamar e também na igreja onde era missionária.

“Arlene foi coordenadora aquática. Na pandemia, ela trabalhou muito na prevenção, orientando para que as pessoas não se contaminassem. Uma guerreira e salvou muitas vidas”, orgulha-se Alciclei.

Para os amigos, também ficam as recordações de uma mulher guerreira e prestativa sempre disposta a ajudar a todos.

“O legado que ela deixa para mim é tudo de melhor. Era uma pessoa que abraçava muita as pessoas, ela era minha madrinha de casamento. Eu não tinha nada no meu casamento e ela fez tudo para mim”, disse o servidor público, Silvério da Silva, 50 anos.

Já a história de Arlene com o sócio de oficina mecânica, Marcelo Littig, 35, é como uma relação de mãe e filho. Ainda novo, ele saiu de Marechal Floriano, na região Serrana, para morar com Arlene e Alciclei.

“Há mais de 20 anos que conhecia ela. Morei na casa deles quando comecei minha vida aqui na Grande Vitória. A possibilidade que tive na vida foram eles que me deram”, lembra ele.

Marcelo teve o último contato com Arlene por telefone no dia que ele foi internada.

“Ela me ligou e agradeceu por eu ter comprado umas ervas na feira para ela fazer remédio e pediu para eu cuidar da minha família por conta dessa doença que não é brincadeira. É triste, mas o legado dela ela deixou. Meu pensamento mudou. Era uma coisa que não estava levando a sério, mas hoje perdi uma pessoa que amava e considerava muito”, desabafou ele.

Nas redes sociais, dezenas de mensagens foram enviadas por amigos lamentando a morte de Arlene.
 

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