X

Olá, faça o seu cadastro para ter acesso a este conteúdo

*Você não será cobrado

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Estado pode chegar a 2 mil mortes no final de junho

| 15/06/2020 11:14 h

Até o fim deste mês, o Estado pode acumular duas mil mortes por Covid-19. É o que mostram as estatísticas e projeção da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e também do Núcleo Interinstitucional de Estudos Epidemiológicos (Niee).

No último sábado, o Estado atingiu a marca de mil mortos pela doença. Se as projeções se confirmarem, em 17 ou 20 dias o Estado pode dobrar essa triste marca.

A última nota técnica do Niee mostrou que até o dia 28 de junho o Estado pode ter entre 1.857 e 2.223 mortes por Covid-19 dependendo das taxas de transmissão, que no Estado têm média de 1,84.

“Podemos preservar muitas vidas se conseguirmos diminuir a velocidade do contágio, ou seja, diminuir o valor de taxas de transmissão. Outra coisa importante é que o pico da epidemia no Espírito Santo não foi suplantado, uma vez que a prevalência no Estado está em torno de 5,14% e aumentou aproximadamente 140% no período de 14 dias entre um inquérito e outro, ou seja, estamos em ascensão”, destacou a nota.

De acordo com o secretário da Saúde, Nésio Fernandes, o tempo para dobrar o número de óbitos está aumentando, de acordo com as projeções da Sesa.

Leito de UTI no Hospital Jayme Santos Neves para pacientes com Covid-19
Leito de UTI no Hospital Jayme Santos Neves para pacientes com Covid-19 |  Foto: Kadidja Fernandes/AT

Mas ele prevê que em até 22 dias o Espírito Santo vai dobrar o número de casos.

“Nas previsões que a Sesa fez, desde o início da pandemia, a ampla maioria delas se confirmou em ciclos de etapas de crescimento no Estado. Na última quinzena de maio, dobramos o número de óbitos. Temos um comportamento que, entre 17 e 22 dias, o número de óbitos no Estado dobra”, frisou.

O secretário disse ainda que, como a doença ainda não tem cura, não há como interferir na letalidade do novo coronavírus.

“Em uma doença que não tem tratamento específico, o que pesa na letalidade é garantir o diagnóstico mais precoce e oportuno da população que é alvo, mais vulnerável. No Estado, passamos a testar pacientes ambulatoriais, que tenham mais de 55 anos e apresentem alguma comorbidade. Ao mesmo tempo, temos de garantir expansão do números de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva)”.

Mas o secretário destacou ainda que não é o leito hospitalar que vai ajudar a vencer a pandemia.

“Ela será vencida na disciplina individual de adotarem o distanciamento social como nova forma de viver. Se chegarmos a um ponto em que a ocupação de UTI chegar a 91%, o Estado tomará a decisão por todo mundo”.

Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em um de nossos grupos de Whatsapp

MATÉRIAS RELACIONADAS