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Estado negocia com empresas compra de oxigênio e medicamento para sedação

| 23/03/2021 18:04 h

Cilindro de oxigênio
Cilindro de oxigênio |  Foto: Pixabay

O aumento na demanda por internações de pacientes com Covid-19 tem feito o Estado se movimentar na busca por insumos para atender a essas pessoas. O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, informou que a pasta tem buscado conversar com fornecedores para adquirir sedativos para intubação e cilindros de oxigênio. 

Fernandes frisou que no Espírito Santo não há risco de faltar oxigênio para uso de pacientes internados em hospitais, como ocorreu em outros estados do País, por conta da produção local em indústria desse gás e da reserva disponível nas unidades da rede pública. No entanto, ele reconheceu que pode haver uma sobrecarga nesse abastecimento.

"O risco que pode correr no Espírito Santo está  relacionado a capacidade das empresas que fornecem o gás a atenderem, simultaneamente, a rede pública e privada municipal, estadual e federal, caso todas tenham aumento de consumo e exijam o abastecimento de suas unidades", explicou.

Em função disso, Fernandes revelou que, desde dezembro do ano passado, tem sido realizados levantamentos e reuniões com as quatro empresas fornecedores de gás hospitalar. 

"Fizeram contato com a ArcelorMittal para que ela, que produz o gás distribuído pela White Martins, possa atender também as outras três fornecedoras do Espírito Santo e para que reduza o tempo logístico de atendimento simultâneo das empresas que fornecem gás para o Estado", relatou.

Outra preocupação é quanto a insumos para atender a demanda de pacientes.

Fernandes lembra que para compra de sedativos a Sesa tem registro de preços e contratos vigentes com fornecedores para entrega de grandes quantidade de medicamentos. porém alguns fornecedores não estão realizando a entrega em virtude da requisição administrativa feita pela União na semana passada.

"Isso tem feito com que alguns fornecedores com contrato vigente com o Estado, tenham apresentado a negativa na entrega e fornecimento desses itens, porque eles foram requisitados pela União. Estamos discutindo isso com a União e preparando a Procuradoria-Geral do Estado para ingressar com uma ação, no momento em que os fornecedores documentarem a negativa de fornecimento", adiantou ele. 

O secretário ainda destacou que o Estado tem se movido na busca por esses insumos mesmo diante do impasse com fornecedores já contratados. 

"Também estamos fazendo uma cotação internacional com fornecedores no exterior para a compra de grandes lotes de medicamentos e alguns fornecedores nacionais, que ainda possuem estoque de alguns itens. O Estado se mobiliza para comprar todos os medicamentos necessários para a intubação de paciente com Covid ou sem Covid", garantiu Fernandes.

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