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Equipe de saúde atravessa córrego para vacinar idosa de 93 anos em Colatina

| 13/03/2021 16:00 h | Atualizado em 13/03/2021, 16:39

Elza (de bolsa) ajuda companheira de trabalho em travessia de córrego
Elza (de bolsa) ajuda companheira de trabalho em travessia de córrego |  Foto: Elza Oliveira

Pelo Brasil, equipes de saúde não têm medido esforços para levar a vacina contra a Covid-19 para as pessoas do grupo prioritário. Na localidade de São Gabriel de Baunilha, zona rural de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, três profissionais enfrentaram a travessia de um córrego para levar a segunda dose do imunizante para uma idosa, de 93 anos.

Uma das trabalhadoras que participou dessa aventura foi a agente comunitária de saúde, Elza da Silva Souto Oliveira, de 52 anos. Moradora da localidade, ela conta que costuma realizar esse trajeto até a casa da idosa passando pelo córrego, porém caminha pelas pedras para não entrar na água.

No entanto, com as fortes chuvas que caíram na região no início da semana, interromperam o trânsito na estrada e elevaram o nível da água no córrego, encobrindo as pedras.

“Na primeira dose, foi uma dificuldade para a gente chegar lá. Estava o enfermeiro comigo e o carro atolou. Foi uma luta para sair de lá. Ontem (sexta, 12), era a segunda dose. Não tinha como passar de carro e fomos pela água mesmo”, relata.

Elza dentro do córrego fazendo travessia
Elza dentro do córrego fazendo travessia |  Foto: Elza Oliveira
Além de Elza, a equipe responsável por vacinar a idosa ainda era composta pela enfermeira Lucilene Schultz e pela motorista Leida. Para realizar a travessia, as três usaram pedaços de madeira para “apalpar” o caminho de pedras no fundo do córrego. Em alguns pontos, a água chegou próximo a altura do joelho das trabalhadoras.

Conhecedora da área, a agente comunitária de saúde foi guiando os passos das colegas de trabalho, que, no início, ficaram com medo da travessia. Depois, o medo foi perdido e o alívio tomou conta ao chegar do outro lado do córrego. “Quem me dera se todas as pessoas conseguissem levar a primeira e a segunda dose da vacina para todos”, afirma ela.

Apesar de toda a aventura, Elza, que trabalha há 20 anos na região, se sente satisfeita pelo esforço feito por ela e as companheiras de trabalho para vacinar a idosa. “É uma alegria muito grande de ver ela com essa idade e ver ela conseguir tomar as duas doses. Fico feliz mesmo”, diz ela orgulhosa.

Lucilene segura a caixa térmica onde está a dose da vacina da idosa e é guiada por Elza
Lucilene segura a caixa térmica onde está a dose da vacina da idosa e é guiada por Elza |  Foto: Acervo pessoal
A enfermeira Lucilene Schultz conta que estava cobrindo férias do enfermeiro da equipe. "Nunca tinha passado por isso", revela ela, que se diz satisfeita com a experiência por ter cumprido a meta de vacinar a idosa. 

Relação de mãe e filha

Elza explica que mantém uma relação de amizade com a idosa e que, por vezes, vai até a casa dela não como agente de saúde, mas como amiga da senhora.

“Ela mesmo fala que tem eu como filha dela. Ela demonstra um amor muito grande e eu tenho muito amor por ela. O que posso fazer, eu faço por ela. Coisas que não são do agente comunitário de saúde, como buscar remédio, fazer alguma comidinha e levar para ela. Eu faço por amor”, admite ela.

A agente comunitária de saúde revela que a idosa completa 94 anos, no dia 28 de abril, e que costuma fazer um bolinho para ela na data do aniversário.

Na mesma região, a equipe vacinou também na sexta (12) uma idosa de 98 anos.

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