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Coronavírus faz famílias guardarem mais dinheiro

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Economia

Coronavírus faz famílias guardarem mais dinheiro


Kayala e Roberth não estão conseguindo guardar dinheiro durante a pandemia (Foto: Acervo pessoal)
Kayala e Roberth não estão conseguindo guardar dinheiro durante a pandemia (Foto: Acervo pessoal)

A pandemia criou um cenário de incertezas que, somado às restrições de aberturas de lojas, shoppings, cinemas, bares e opções de lazer, fez com que as famílias brasileiras passassem a guardar mais dinheiro.

Tal situação é comprovada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou que a taxa de poupança alcançou 15,5% no segundo trimestre, ultrapassando a de investimentos, que ficou em 15%. Isso significa que há uma tendência maior da população em guardar dinheiro em vez de comprar ou investir.

Segundo a economista Arilda Teixeira, essa taxa de poupança não indica necessariamente que o dinheiro esteja sendo colocado em cadernetas de poupança, mas sim que não foi gasto de forma geral. Ela explica que ocorreu uma espécie de poupança compulsória por parte das famílias brasileiras.

“É uma taxa que mostra a parcela de renda que foi poupada, ou seja, não foi gasta. Pode estar em cadernetas de poupança ou em aplicações como ações, por exemplo. Em geral, o brasileiro não tem hábito de poupar, mas agora está fazendo de forma compulsória”.

Ela completou: “Porque durante a pandemia, com as restrições, não há como gastar com shows, festas ou em qualquer outra opção de lazer. A opção que resta é guardar o dinheiro para o futuro”.

Para quem ainda enfrenta dificuldades, o economista Mário Vasconcelos sugere desenvolver um orçamento doméstico. Para ele, é preciso listar três tipos de gastos: os supérfluos, os não essenciais e os essenciais:

“No caso dos supérfluos é necessário cortar tudo de vez. Os não essenciais, como televisão a cabo, podem ser cortados aos poucos. O objetivo é gastar sempre 70% ou 80% do que se recebe ao mês, deixando ao menos 20% para uma reserva familiar. Dessa porcentagem, geralmente cerca de 55% deve ser para os gastos essenciais, como alimentação e as contas da casa.”

Só o essencial

O produtor Marcos Barcelos Correia, de 26 anos, e sua mãe, a aposentada Lúcia Barcelos Correia, de 66 anos, contam que, com a pandemia, estão evitando gastos extras e que o dinheiro que recebem vai para pagar as contas da casa e a alimentação.

“Evitamos gastar com o que não é essencial. O dinheiro guardado na poupança será para uma emergência ou algum investimento após a pandemia”, disse Marcos.

Perda de renda é outra realidade

Nem todo mundo tem conseguido guardar dinheiro neste período. Por conta de reduções salariais ou mesmo por ficar sem emprego durante a pandemia, alguns estão usando tudo o que recebem, seja salário fixo ou bico, para pagar contas ou precisam de jogo de cintura para lidar com as dívidas.

É o caso do casal Kayala Ramos de Andrade e Roberth Carlos Simões Caldas, ambos de 35 anos, que não estão conseguindo guardar dinheiro neste período. Ambos trabalhavam vendendo cachorro-quente na rua por conta própria antes da pandemia, mas com o isolamento social estão enfrentando dificuldades para pagar as contas do mês e sustentar os quatro filhos, o que torna inviável pensar em guardar dinheiro.

“Não temos nem como pensar em guardar dinheiro neste momento. Estamos com o aluguel e cinco contas de luz atrasados. Nossa alimentação está sendo feita graças à doação. Meu marido tem trabalhado em uma loja de acessórios e eu ando vendendo rifas, mas está difícil. Estamos contando com a ajuda de vizinhos, parentes e quem puder nos apoiar nesse momento”.


DICAS PARA ECONOMIZAR


Defina um orçamento familiar

  • Unir os ganhos de todas as pessoas da casa é importante, já que permitirá uma melhor definição na hora de pagar as contas.
  • Em seguida é preciso estabelecer metas de gastos. Definir que pelo menos 20% do valor que toda a família ganha serão guardados, por exemplo, é uma forma de garantir uma reserva para emergências.

Corte gastos não essenciais

  • Gastos supérfluos, que não são essenciais para a sobrevivência da família, devem ser cortados. Entram nesse quesito o pagamento de mensalidade de academia, que pode ser substituída por uma caminhada e exercícios caseiros.
  • Despesas que não são supérfluas, mas que também não são essenciais, como o pagamento de uma conta de serviço de TV paga, também devem ser revisadas e cortadas caso seja necessário.
  • Apesar de servirem como entretenimento durante a pandemia, pode-se encontrar outras formas mais baratas neste período.

Otimize gastos essenciais

  • Mesmo os gastos essenciais, como contas e alimentação podem ser otimizados para reduzir o gasto.
  • No caso das contas, é possível economizar as de energia e água para reduzir seus valores. Optar por um plano de internet mais barato também ajuda.
  • Já nos alimentos, a dica é evitar exageros, comprando os produtos essenciais. Também vale não exagerar em fast foods, que podem elevar o gasto mensal e não são essenciais para a sobrevivência.

Fontes: Arilda Teixeira e Mário Vasconcelos.


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