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Contos de fadas
Regina Navarro Lins
Regina Navarro Lins

Regina Navarro Lins


Contos de fadas

O mais grave nos contos de fadas, como o de Cinderela, é a ideia de que as mulheres só podem ser salvas da miséria, ou melhorar de vida, por meio da relação com um homem. As meninas vão aprendendo, então, a ter fantasias de salvamento, em vez de desenvolver suas próprias capacidades e talentos.

Preparando a esposa submissa

A historiadora austríaca, radicada nos Estados Unidos, Riane Eisler diz:

“Realmente é repulsiva a maneira como Cinderela tem sido apresentada a milhões de meninas como louvável por não falar nada, muito menos se rebelar contra a injustiça: por chorar em silêncio e trabalhar do alvorecer ao anoitecer, explorada miseravelmente como um perfeito burro de carga.

Todas as vezes que li essa história, não me dei conta de como isso também fazia parte do seu treinamento para se ajustar ao sapato do príncipe – em outras palavras, para satisfazer as especificações para uma mulher do tipo esposa submissa.”

Mudança de mentalidade

As mentalidades estão mudando. É o que mostram os novos desenhos animados em que as personagens femininas são fortes e independentes, e de forma alguma buscam encontrar um homem para viver um romance e que dê significado à sua vida.

“Nosso destino está dentro de nós, você só precisa ser valente o bastante para vê-lo”. Esta sentença da personagem Merida sintetiza o argumento da animação Valente, dos Estúdios Disney.

Único parceiro?
O futuro do amor e do sexo exigirá mais capacidade de nos livrarmos do passado do que de nos acostumarmos com o novo presente. Afinal, seremos mais livres para dar vazão a nossas fantasias e teremos plenas possibilidades de viver sem culpas.

A ideia de que todos devem encontrar num único parceiro a satisfação de todos os aspectos da vida pode se tornar coisa do passado.

Medo da solidão
Não há dúvida de que o medo da solidão é responsável por muitas opções equivocadas de vida.

Fazemos qualquer coisa para nos sentir aconchegados e protegidos através da relação com outra pessoa, tentando nos convencer de que assim não seremos mais sozinhos.

O destino de cada um

Merida é uma princesa escocesa, filha do rei Fergus. Sua mãe, a rainha Elinor, busca adaptá-la aos padrões que a sua estatura dentro do Reino exige.

Tenta-lhe ensinar boas maneiras, a história do reino, lições para que se torne uma boa rainha, e espera que ela se case. Mas a princesa Merida é diferente; não quer se casar e nem ser igual à sua mãe.

Ela quer poder viver o seu próprio destino, e não aquele que a mãe e as outras pessoas do reino esperam dela. O resultado positivo de toda essa mudança é que, no Ocidente, cada vez menos mulheres se dispõem a ajustar sua imagem às exigências e necessidades masculinas.

O orgasmo da mulher
Apesar de toda a liberação das últimas décadas, dois terços das mulheres têm orgasmos apenas de vez em quando ou nunca. O sexo é um aprendizado. Natural e espontâneo é, sem dúvida, para a procriação, mas não para o prazer.

A antropóloga Margareth Mead, após estudar os hábitos sexuais das pessoas comuns em dezenas de sociedades, concluiu que a capacidade para o orgasmo é uma resposta aprendida, que uma determinada cultura pode ou não ajudar as mulheres a desenvolver.

Estímulo é fundamental
No Ocidente, algumas mulheres conseguem desafiar a educação repressora que tiveram e experimentar muito prazer no sexo.

Outras se esforçam para cultivar a própria sexualidade, mas a participação do parceiro é fundamental. A mais livre e sensual das mulheres não terá orgasmo algum se não receber o estímulo apropriado.

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