OAB-ES vai construir nova sede na Enseada do Suá
Área onde será construída a nova instalação da Ordem dos Advogados do Brasil foi cedida pelo governo do Estado
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A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Espírito Santo (OAB-ES), que há 94 anos atua no Estado, deu um passo decisivo para concretizar uma das demandas mais antigas da advocacia capixaba: a construção da nova sede da instituição em Vitória.
A presidente da OAB-ES, Erica Neves, e o governador Renato Casagrande assinaram, na última segunda-feira, no Palácio Anchieta, o protocolo de intenção para a cessão da área onde será erguido o novo espaço da entidade.
O terreno está localizado ao lado direito da subida da Terceira Ponte, no sentido Vila Velha, em uma região que integra o perímetro mais importante do Judiciário capixaba.
A proposta prevê a cessão, por parte do governo do Estado, de um terreno vinculado à Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura e à Secretaria da Fazenda, destinado à implantação da futura estrutura institucional da OAB-ES.
O governador do Estado, Renato Casagrande, disse estar feliz em poder ajudar a realizar um sonho da advocacia.
“A OAB sempre foi uma instituição importante para a sociedade brasileira, no nosso caso para a sociedade capixaba, e termos uma instituição forte na defesa da democracia, em defesa da sociedade capixaba é muito importante para nós. Desejamos que a advocacia se fortaleça e assim fortaleceremos a democracia.”
Para a presidente da OAB-ES, Erica Neves, o momento representa mais do que um anúncio institucional e consolida um legado para a advocacia capixaba.
“Estamos dando um passo decisivo para a realização de um sonho antigo da advocacia capixaba, com a cessão de uma área estratégica no principal perímetro do sistema de Justiça. A vida da advocacia vai mudar para melhor. Estamos tirando esse projeto do campo da expectativa e colocando no campo da realidade, com uma sede do tamanho da importância da Ordem e um legado permanente para as próximas gerações”, afirmou.
Ela também agradeceu ao governo pela parceria institucional. “Quero fazer um reconhecimento ao governo do Estado pela sensibilidade e pelo diálogo que tornaram esse avanço possível. Em um ano, a OAB Espírito Santo recuperou o respeito institucional e restabeleceu o diálogo com os poderes. Quando há respeito e diálogo, quem ganha é a advocacia e toda a sociedade”, completou.
“Termos uma instituição forte na defesa da sociedade capixaba é importante para nós. Desejamos que a advocacia se fortaleça e assim fortaleceremos a democracia”
Renato Casagrande, governador
Estacionamento, auditório e salas de reunião no local
A nova sede da Ordem será planejada para concentrar toda a estrutura administrativa da entidade em um espaço moderno e funcional. O projeto prevê auditório, salas de reunião, áreas administrativas e estacionamento, com melhores condições para o trabalho interno, o atendimento à classe e a realização de eventos institucionais.
A área, de aproximadamente 2.800 metros quadrados, fica em um ponto estratégico da capital, próxima a órgãos públicos importantes, como o Tribunal de Justiça do Espírito Santo e a própria Secretaria da Fazenda (Sefaz). A localização reforça a proposta de ampliar a acessibilidade, fortalecer a integração institucional e dar mais eficiência ao atendimento prestado à advocacia e à sociedade.
Durante a cerimônia, o secretário de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, explicou que a área, na Enseada do Suá, vai contemplar um projeto estruturante para implantação de um equipamento multiuso, atendendo Base Operacional do Samu/Sesa, estacionamento e apoio da Sefaz, Centro de Controle Operacional - Semobi e Ceturb Rodovias e a nova sede da OAB-ES.
Presente à cerimônia, o ex-presidente da OAB-ES, Homero Mafra, afirmou que “essa gestão está na história da advocacia por duas coisas: a vitória que se teve no Tribunal de Justiça, com o reconhecimento de que sala livre de Estado-Maior é direito da advocacia e a construção de uma sede que a OAB merece. Eu fui presidente e a minha gestão privilegiou construir sedes nas Subseções, mas eu reconheço que essa obra é uma obra que marca a história da Ordem”.
O próximo passo prevê que as instituições desenvolvam o estudo de viabilidade para a área multiuso com avaliação técnica, jurídica e urbanística, análise econômico-financeira e estruturação de modelo de parceria.