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Como surgiu a Igreja Cristã Maranata
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Projeto Especial A Tribuna

Como surgiu a Igreja Cristã Maranata


Casa onde se reuniam os primeiros membros da Igreja Maranata e um templo da ICM nos dias de hoje
Casa onde se reuniam os primeiros membros da Igreja Maranata e um templo da ICM nos dias de hoje

Resultado de um acontecimento profético previsto no Velho Testamento, cuja primeira fase se consolida no Pentecostes.

A década de 1960 foi marcada por mudanças estruturais na sociedade. Uma onda de ecumenismo ganhava força nas igrejas. Esse fato fez surgir no meio da comunidade evangélica um grupo que não aceitava muito essa nova postura e que buscava um avivamento espiritual.

Naquele momento, um grupo pequeno de pessoas que frequentavam a Igreja Presbiteriana em Vila Velha foi despertado para um trabalho pentecostal, tendo assistência do pastor Jonas José Marques.


Nelson Nunes Vieira, diácono  na ICM do Parque Moscoso, em Vitória
Nelson Nunes Vieira, diácono na ICM do Parque Moscoso, em Vitória

"Em 1967, quando saímos da Igreja Presbiteriana de Itacibá, fomos doutrinados pelo pastor Milton Leitão e saímos para evangelizar. Éramos um grupo grande com muita vontade de fazer a obra do Senhor"


O grupo de Vila Velha, em torno de 12 pessoas, começou a ter experiência com doutrinas bíblicas, como batismo com o Espírito Santo e dons espirituais. A igreja a que eles pertenciam não concordou e então foram desligados e começaram a se reunir numa pequena casa na Toca, hoje bairro Divino Espírito Santo, em Vila Velha.

Ao mesmo tempo, muitos fiéis da Igreja Presbiteriana de Itacibá também buscavam esse avivamento e decidiram, em outubro de 1967, formar a Igreja Cristã Presbiteriana, que buscava uma doutrina pentecostal.

O Brasil passava pelo regime militar e qualquer tipo de reunião era vista como subversão. Para evitar problema, uma das pessoas do grupo de Vila Velha, Manoel dos Passos Barros, que foi o primeiro presidente da igreja, sugeriu registrar para que as autoridades não achassem que era reunião política. Como esse grupo havia saído da Igreja Presbiteriana, que havia mudado de nome para Igreja Presbiteriana do Brasil, o grupo também escolheu o nome Igreja Cristã Presbiteriana, e fez o registro do estatuto com esse nome.

O Avivamento Espiritual nos anos 60

Nos anos 60 e 70, houve um movimento de avivamento com ênfase no batismo com o Espírito Santo e dons espirituais nas igrejas tradicionais, tendo como resultado o surgimento de vários grupos denominados “Renovados”.

Há, a partir desse período, uma proliferação de novas igrejas pentecostais, como por exemplo, Igreja Nova Vida (1960), Igreja Deus é Amor (1962), Igreja Casa da Benção (1964), Igreja Metodista Wesleyana (1967), Igreja Presbiteriana Cianorte (1968), Igreja Cristã Maranata (1968), Igreja Presbiteriana Independente Renovada (1972), Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (1975), entre outras.

Não foi uma decisão local, motivada por uma luta de poder familiar, como escreveu em um livro o senhor Joel Ribeiro Brinco, presbiteriano tradicional, que não aceitava o Batismo com Espírito Santo e os dons espirituais, que estavam ocorrendo.


Amadeu Loureiro Lopes, pastor, membro desde 1971
Amadeu Loureiro Lopes, pastor, membro desde 1971

"Toda a linha da Igreja Maranata foi profeticamente falando da proximidade da segunda vinda de Jesus. Essa é a mensagem que nós mais pregamos"


A história relatada pelo Instituto Mackenzie mostra esse movimento pentecostal dentro da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). “Em 1968, como resultado do movimento de renovação na IPB, surgiu em Cianorte, no Paraná, a Igreja Cristã Presbiteriana. Em 1972, um segmento separou-se da IPI para formar a Igreja Presbiteriana Independente Renovada, em Assis, São Paulo. Em 1975, os dois grupos se uniram, criando a Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil”, afirma o site.

O termo movimento de renovação, do ponto de vista da IPB foi um mero ato humano de rebelião e um erro doutrinário. Muitas pessoas adeptas do movimento pentecostal foram expulsas das igrejas tradicionais.
Continua no próximo domingo.


Doutrina baseada na Bíblia

Presbitério: sede administrativa da Igreja Cristã Maranata, em Vila Velha
Presbitério: sede administrativa da Igreja Cristã Maranata, em Vila Velha

A mudança de nome da igreja foi efetivada em 1980. Já em 1978, pastor Jonas, que morreu em 1979, teve uma revelação de que a igreja devia mudar de nome e que deveria se chamar Maranata Maanaim. Em fevereiro de 1980 se tornou
Igreja Cristã Maranata e Maanaim passou a ser os locais de estudo para se unificar a doutrina.

“O que mais me chamou a atenção desde o início, em 1971, quando comecei a frequentar a igreja, foi a volta à Bíblia. A volta a estudar a Palavra, sem tirar certas passagens. Viver a Palavra como a igreja primitiva viveu, conforme está no Livro de Atos”, conta o pastor Amadeu Loureiro Lopes.
O diácono Nelson Nunes Vieira, que vivenciou toda a experiência na igreja de Itacibá, em 1967, afirma que não tem dúvida de que o surgimento da Igreja Cristã Maranata é uma obra divina, conduzido pelo Espírito Santo.

“Essa é uma grande obra que Deus fez. Uniu os dois grupos, de Cariacica e Vila Velha, para um mesmo propósito. Tenho consciência que Deus trabalhou essa obra”, disse Nelson.

A Igreja Cristã Maranata é uma igreja que crê na Palavra de Deus como única regra de fé e prática, que inclui o batismo com o Espírito Santo e dons Espirituais.

Presidentes da ICM

Pastor Manoel dos Passos Barros: exerceu a Presidência do Presbitério no período de 1970 a 1986
Pastor Manoel dos Passos Barros: exerceu a Presidência do Presbitério no período de 1970 a 1986

Pastor Edward Hemming Dodd: exerceu a Presidência do Presbitério no período de 1986 a 2007
Pastor Edward Hemming Dodd: exerceu a Presidência do Presbitério no período de 1986 a 2007

Gedelti Victalino Teixeira Gueiros: presidente da Igreja Cristã Maranata desde 2007
Gedelti Victalino Teixeira Gueiros: presidente da Igreja Cristã Maranata desde 2007


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