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Como lavar corretamente as máscaras caseiras contra o coronavírus?

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Coronavírus

Como lavar corretamente as máscaras caseiras contra o coronavírus?


 (Foto: Kadidja Fernandes (23/03/20))
(Foto: Kadidja Fernandes (23/03/20))

Em tempos de pandemia do novo coronavírus (Covid-19), muitos estados e municípios decretaram como obrigatório o uso de máscaras e elas são encontradas por todos os lados. Mas você está utilizando e higienizando sua máscara corretamente? Segundo especialistas, tanto o tecido quanto o processo de limpeza interferem na eficácia do produto.

De acordo com a médica infectologista Rubia Miossi, as máscaras de tecido não têm objetivo de filtrar o ar, mas sim de criar uma barreira física entre a pessoa e as gotículas. Ela explica que colocar um filtro de papel entre as duas camadas do tecido pode auxiliar na função de purificar o ar. 

Ainda segundo Rubia Miossi, o melhor tecido para fabricar as máscaras é o algodão porque ele pode ser lavado facilmente e ainda permite uma melhor respiração. "Os tecidos sintéticos aumentam a sensação de sufocamento porque também aumentam a temperatura do rosto. Já o algodão deixa a pele respirar um pouco melhor", afirmou.

 (Ilustração: André Felix/AT)
(Ilustração: André Felix/AT)

Nas redes sociais, o que não falta é orientação de como lavar as máscaras e há muita informação errada sendo compartilhada.

Algumas pessoas têm reforçado que elas precisam ficar de molho em cloro ou vinagre para ficaram realmente limpas. No entanto, Rubia Miossi alerta para os perigos desse processo e diz que a melhor receita é a mais simples: água e sabão.

"Essas formas não são adequadas. O cloro deixa um cheiro muito forte na máscara. A água sanitária pode até ser utilizada, mas não na quantidade que estão colocando. No máximo 25 mililitros (ml) para um litro de água. Tem que deixar a máscara de molho e enxaguar até sair todo o produto de limpeza", disse.

A médica infectologista Rubia Miossi (Foto: Divulgação)
A médica infectologista Rubia Miossi (Foto: Divulgação)
Sobre o vinagre, ela lembrou que o líquido não possui nenhuma propriedade antibacteriana ou antiviral, por isso não serve para ser usado. 

Outra preocupação da médica é o risco de intoxicação pela água sanitária ou pelo cloro devido à reação que esses produtos têm quando entram em contato com outros.

"A intoxicação e alergias respiratórias podem ocorrer quando você faz uso da água sanitária em concentração muito alta ou quando você mistura com outros produtos de limpeza e acaba criando compostos voláteis, que são substâncias que evaporam rápido e ficam no ar", explicou.

Rubia Miossi destaca que a melhor forma de higienizar uma máscara é com água e qualquer tipo de sabão, desde que o cheiro não seja muito forte: "Você pode até lavar na máquina com outras roupas. Não tem problema algum porque o sabão mata o vírus, mas precisa ser lavada adequadamente".

Se optar por lavar o produto na mão, tem que passar muita água, sabão e esfregar muito bem. "É preciso enxaguar muito bem também, sem deixar nenhum resquício de sabão, e colocar para secar. Lembrar que não é adequado utilizar amaciante porque ele pode causar alergia respiratória. É um cheiro forte muito próximo ao nariz, em um objeto que temos que usar direto", lembrou.

Outro ponto abordado pela infectologista é o de que as máscaras descartáveis não podem ser lavadas nem reutilizadas. Elas precisam ser descartadas, imediatamente, após o uso. 

"Só a máscara não é suficiente"

Após a última atualização do guia com recomendações sobre uso de máscaras, da Organização Mundial da Saúde (OMS), o vice-diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, destacou que os países e territórios que decidirem recomendar o uso de máscaras para pessoas sem sintomas precisam informar que o produto não é uma "bala de prata", que irá sozinha combater o vírus.

“A população precisa manter todas as outras medidas, como lavar as mãos, cobrir a tosse e o espirro, evitar contato próximo com outras pessoas. Se você estiver usando (máscaras caseiras), não se esqueça de todas as outras medidas, porque, para elas, temos 100% de certeza de que protegerão contra a transmissão da Covid-19”, reforçou o vice-diretor.


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