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VOZ DO CAFÉ

Safra maior, disciplina maior

Sai a ansiedade e entra a previsibilidade

Nathália Cantarela | 21/02/2026, 04:40 h | Atualizado em 20/02/2026, 19:26
VOZ DO CAFÉ

Marcus e Matheus Magalhães

Marcus e Matheus Magalhães são Analistas do Mercado Agro

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          Imagem ilustrativa da imagem Safra maior, disciplina maior
Marcus e Matheus Magalhães são analistas de mercado agro |  Foto: A Tribuna

Quando o café saiu do pico e começou a devolver prêmio, o mercado tremeu. Muitos não esperavam essa virada, mas o sinal não foi de caos: foi de mudança de regime. Em 2024 e 2025, o mercado pagou pelo medo de falta. Em 2026, ele passa a pagar pela confiança de que a oferta virá, no tempo certo e com padrão. Não é o fim da festa, apenas um ajuste na banda.

A Conab estima 66,2 milhões de sacas em 2026, alta de 17,1%. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 recuou 3,7% em janeiro, encerrando perto de R$ 2.094 por saca. O mercado corrigiu, mas os preços seguem atrativos ao comparar custo e venda — especialmente quando a qualidade é bem separada.

Do lado dos produtores, o impacto é na decisão. Uma safra brasileira maior acelera as vendas por reflexo. Com juros altos, o custo de carregar surge rápido: armazenagem, risco de qualidade e capital parado. O ganho agora está menos em acertar o topo e mais em administrar caixa, escalonar vendas e travar margem. A gestão empresarial, mais do que nunca, precisa permear toda a cadeia.

A leitura simplista de que volume iguala disponibilidade não é exata. A cadeia física tem calendário, e a indústria, reposição. Além disso, a qualidade vale mais quando o básico abunda. Quem investe em pós-colheita, rastreabilidade e certificação não disputa apenas preço, mas acesso à demanda.

Essa demanda não acabou: está migrando e crescendo em novos mercados, com a Ásia Oriental abrindo lojas e criando hábitos. Isso não garante euforia, mas sustenta um piso estrutural para quem entrega consistência. O "sonho" de que a China bebesse café agora é realidade.

Saímos do choque de oferta para o choque de expectativa. O mercado vai testar previsibilidade: quem for confiável, do campo à xícara, conquistará valor mesmo com cotações mais apertadas.

Na prática, três atitudes essenciais:

- Separar o café por qualidade e vender em escala.

- Proteger margem.Não tentar adivinhar o mercado.

- O horizonte segue bom, porém profissional.

Buscar assessoria especializada é fundamental. O café continua como ativo do Brasil no mundo — só mudou a regra: menos prêmio pelo susto, mais pela gestão.

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