Rock segue vivo! E o Espírito Santo está de prova
No Dia Mundial do Rock, o ES prova vitalidade com arenas cheias, fortalecimento da cena local e reconhecimento oficial
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Neste 13 de julho, Dia Mundial do Rock, uma velha frase volta a circular nas redes sociais, rodas de conversa e debates musicais: “o rock morreu”. Mas basta observar com atenção para o que aconteceu recentemente no Espírito Santo para perceber que a realidade é bem diferente.
O rock pode não ocupar mais sozinho o centro da indústria musical, como em outras décadas, mas segue mobilizando multidões, formando novas gerações de fãs e produzindo experiências que poucos gêneros proporcionam, principalmente em lotar arenas. E o Espírito Santo vive hoje um dos momentos mais interessantes de sua história quando o assunto é o ritmo que surgiu nos EUA no final dos anos 40 e início dos 50, a partir da fusão entre blues, country, R&B e gospel.
Neste ano, o Estado recebeu um dos maiores shows de todos os tempos: cerca de 45 mil lotaram o Kleber Andrade com o show do Guns N' Roses e mostrou que ainda existe um público disposto a ver de perto uma banda que marcou gerações.
Em mais de 3 horas de show os rockeres, formado por muitas famílias, cantaram cada refrão como se estivessem revivendo parte de suas vidas. Antes, o ES recebeu apresentações históricas de Paul McCartney, Scorpions e Deep Purple, tornando-se os maiores shows da história no Estado.
Mas o momento atual vai muito além de uma única apresentação. Eventos recentes que trouxeram nomes como Paulo Ricardo, Capital Inicial, Blitz e o Biquini (que sepultou o Cavadão no nome) voltaram a lotar a Praça do Papa e a Praia de Camburi.
Foi também uma oportunidade para destacar a qualidade dos músicos capixabas, que dividiram a programação e mostraram a força da produção local. Mais do que abrir espaço para artistas da terra, eventos como esse reforçam a relevância de uma cena que ajudou a construir a identidade cultural do Espírito Santo ao longo de décadas.
Não por acaso, 2025 trouxe um marco simbólico aos apaixonados pelo gênero. O Estado passou a celebrar o Dia Estadual do Rock Capixaba “Alexandre Lima”, reconhecendo a importância de um dos maiores nomes da cena local e valorizando a contribuição do rock para a cultura capixaba.
O mais interessante é perceber que o público do rock continua fiel. Em um mundo marcado pelo consumo rápido de músicas e tendências que mudam a cada semana, o rock mantém uma característica rara: a capacidade de criar conexões duradouras entre artistas e fãs.
O futuro também parece promissor. Depois dos recentes sucessos de público, cresce a expectativa por um novo megashow internacional em terras capixabas. Em uma enquete no perfil Capixabas no Rock, o nome mais lembrado foi o de Bon Jovi. Não existe confirmação de uma turnê brasileira, mas o resultado revelou um desejo claro dos fãs.
Neste Dia Mundial do Rock, talvez a melhor conclusão seja simples: o rock não apenas sobreviveu. O Espírito Santo provou que consegue receber eventos de altos nível e continua lotando estádios, ocupando festivais, revelando artistas e mostrando que ainda tem muitas páginas para escrever.
E nós seguimos prontos para cantá-las em coro.
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