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TRIBUNA LIVRE

O julgamento das redes sociais

Processos nos EUA acusam redes sociais de estimular dependência digital e causar danos psicológicos aos usuários

Helio Maldonado | 13/03/2026, 13:20 h | Atualizado em 13/03/2026, 13:20
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          Imagem ilustrativa da imagem O julgamento das redes sociais
Helio Maldonado é advogado eleitoralista. |  Foto: Divulgação

Iniciou recentemente nos EUA o julgamento das empresas de redes sociais, dentre elas, a Meta – administradora do Instagram e do Facebook. O pedido desses processos judiciais é de condenação por dano material e moral contra seus usuários por “vício em tela”.

Essas ações são lideradas pelo caso da jovem Kaley de 20 anos, usuária das redes sociais desde os 6, e que durante esse período desenvolveu severos problemas psicológicos (depressão, ansiedade, ideação suicida e distorção de autoimagem). Para compreender o cerne da imputação contra a Meta é necessário compreender o modo de funcionamento das redes sociais.

Atualmente a empresa Meta é a sexta maior empresa do mundo, alcançando a quantia de 1,84 trilhões de dólares de valor de mercado. E o que a Meta faz para alcançar tamanha importância no mundo financeiro? Ela vende a atenção das pessoas, praticando aquilo que se denomina de “economia da atenção”. A quantidade de usuários diários logados nas redes sociais Instagram e Facebook é de 3,58 bilhões de pessoas, número que atinge quase a metade de toda a população do planeta terra (exatamente 43,5%).

Nos EUA, o tempo médio diário de tela de adultos é de 2 horas; e adolescentes é de 4,5 horas. De posse desse “produto da atenção de seus usuários”, no ano de 2025 a Meta arrecadou 196,18 bilhões de dólares com a venda de espaço de publicidade para o mercado em geral (97,61% de sua receita total).

E como é que a Meta consegue tanto sucesso junto aos seus usuários? Como a Meta é uma das maiores empresas do mundo ela investe quantias de dinheiro elevadíssimas em pesquisas de tecnologia para que ela tenha a atenção de tempo diário mais e mais de seus usuários. Para isso ela utiliza uma armadilha: o cadastro da conta do usuário vinculada ao seu e-mail. E desenvolveu um algoritmo preciso, que é uma inteligência artificial capaz de, na velocidade da luz, ler as interações que os usuários fazem no ambiente digital em geral (pesquisas em provedores de pesquisa vinculados a conta de e-mail; uso de aplicativos que dialogam com as redes sociais; e, principalmente, o próprio uso da rede social pelo usuário), interpretar essas interações, e fornecer ao usuário um entretenimento individualizado “ao seu gosto”.

Para isso a Meta usa conteúdo de alta rotatividade com ciclo constante de novidades (em especial vídeos curtos [reels]), mostrado por meio de uma barra de rolagem infinita, em que são eliminados pontos de parada (os vídeos têm play automático).

Em contrapartida, os usuários são recompensados por visualizações, likes, comentários e seguidores, tudo informado pela plataforma ao usuário de maneira ininterrupta por meio das notificações. Todo esse ecossistema das redes sociais induz a produção no cérebro de dopamina, ativando o circuito cerebral de motivação e antecipação de recompensa, criando condições de possibilidade para o desenvolvimento do “vício digital” – o comportamento de mais e mais checar, rolar e permanecer conectado, e assim manifestar distúrbios psicológicos. Em resumo: as redes sociais hackearam o cérebro humano, provocando o seu apodrecimento (brainrot).

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