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TRIBUNA LIVRE

Inteligência Artificial não é tecnologia. É decisão estratégica

IA se torna acessível e estratégica, impulsionando produtividade, redução de custos e vantagem competitiva nas pequenas e médias empresas

ÉDER LEMKE | 20/03/2026, 12:50 h | Atualizado em 20/03/2026, 12:50
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          Imagem ilustrativa da imagem Inteligência Artificial não é tecnologia. É decisão estratégica
Éder Lemke é diretor financeiro da Assevila |  Foto: Divulgação

Durante anos, a Inteligência Artificial foi tratada como um tema distante da realidade das pequenas e médias empresas. Algo caro, técnico e restrito a grandes corporações. Esse cenário mudou de forma definitiva e rápida. Hoje, a IA deixou de ser uma tendência para se tornar um fator de competitividade.

Os números ajudam a dimensionar essa virada. Atualmente, 72% das empresas já utilizam alguma forma de inteligência artificial, e a produtividade com IA generativa pode ser até quatro vezes maior em diversas tarefas. O mais simbólico: é possível começar a testar ferramentas sem investimento inicial relevante. Em muitos casos, o custo para dar o primeiro passo é literalmente zero.

Mas talvez o ponto mais importante seja outro: a IA não começa pela tecnologia, começa pelo problema. Empresas não precisam “ter IA”. Precisam resolver gargalos, reduzir desperdícios, ganhar eficiência e aumentar receita. Se a solução for uma planilha bem estruturada, ótimo. Se for IA, melhor ainda. O erro está em adotar tecnologia por modismo, e não por estratégia.

Quando observamos casos reais, a transformação deixa de ser teórica. Pequenos negócios brasileiros já estão colhendo resultados concretos: uma padaria reduziu em 40% o desperdício ao prever a demanda diária; uma consultoria triplicou a capacidade de atendimento ao automatizar propostas; um e-commerce aumentou em 67% a conversão com chatbot inteligente. Nenhum desses negócios tinha equipe de TI dedicada. Todos começaram com ferramentas acessíveis.

Do ponto de vista financeiro, os impactos são claros e mensuráveis. Estudos mostram que empresas que automatizam processos com IA reportam redução de custos entre 20% e 40%, ganhos expressivos de eficiência e aumento de receita entre 10% e 15% por meio de personalização, previsão de demanda e marketing mais inteligente.

Em outras palavras: não é papo de tecnologia. É conversa de margem, produtividade e resultado.

É natural que existam receios. A IA levanta dúvidas sobre empregos, adaptação e governança. E esses cuidados são legítimos: a tecnologia pode errar, exige proteção de dados e precisa de regras claras de uso. Mas a experiência prática mostra que a IA muda o papel das pessoas — não elimina pessoas. Ela remove tarefas repetitivas e abre espaço para atividades estratégicas, criativas e de maior valor.

Por isso, a discussão que precisamos fazer no ambiente empresarial não é “se” vamos usar IA, mas “como” e “quando”. Empresas que adiarem essa decisão tendem a competir em desvantagem crescente. A diferença não estará entre quem usa IA e quem não usa, mas entre quem aprende mais rápido e quem demora a começar.

A mensagem é simples: não espere entender tudo para dar o primeiro passo. Comece pequeno, teste, meça impacto e evolua com método. A inteligência artificial é uma jornada de aprendizado contínuo. E quem inicia essa jornada hoje constrói, desde já, a vantagem competitiva de amanhã.

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