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Bandeira do Espírito Santo

Símbolos estaduais reúnem identidade, história e fé; lema nasceu no período republicano e liga-se à tradição cristã capixaba

Aldo José Barroca | 29/06/2026, 06:48 h | Atualizado em 29/06/2026, 07:05
Tribuna Livre

Leitores do Jornal A Tribuna


          Imagem ilustrativa da imagem Bandeira do Espírito Santo
Aldo José Barroca é escritor, membro do HGES e da AEI |  Foto: divulgação

A bandeira, os selos e o brasão do Espírito Santo são símbolos de importância histórica e cultural: além da identidade estadual, transmitem aspectos religiosos enraizados na sociedade, com relação direta das suas cores com o manto de Nossa Senhora da Vitória.

Os colonizadores portugueses eram católicos e os brasileiros seguiram a religião. Já os imigrantes evangélicos alemães e pomeranos trouxeram sua fé. Católicos e evangélicos, ambos são cristãos.

No período republicano, o Estado teve os símbolos estabelecidos pelo governador Jerônimo de Souza Monteiro. Em 1909, criou o Brasão das Armas; em 1910, instituiu a faixa presidencial: ao centro da faixa, um arco em letras azuis com o lema “Trabalha e confia”, inspirado na doutrina de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus — “Trabalha como se tudo dependesse de ti e confia como se tudo dependesse de Deus”. O lema “Trabalha e confia”, colocado por Jerônimo Monteiro, foi sugestão de seu irmão, o Bispo Diocesano D. Fernando de Souza Monteiro.

Suas cores azul, rosa e branca são as mesmas de um Clube Abolicionista de Benevente (esse o segundo nome; o primeiro foi Reritiba e o atual é Anchieta, em homenagem ao jesuíta Pe. José de Anchieta).

No Estado, suas obras incluem construções arquitetônicas e construção do Colégio de São Tiago, na Cidade Alta, em Vitória. O prédio serviu como centro de ensino e catequização; hoje é o Palácio Anchieta. Aqui passou os últimos anos de sua vida e faleceu.

O brasão é coroado por uma estrela de cinco pontas, símbolo da orientação e proteção divina, temas comuns na iconografia mariana. Jerônimo Monteiro criou a bandeira do Estado, mas não a oficializou.

Em 1947, o governador Carlos Fernando Monteiro Lindenberg oficializou o hino e a bandeira do Estado, seguindo o modelo do estabelecido por Jerônimo Monteiro para o selo e brasão. É composta por três faixas horizontais de mesmo tamanho, nas cores azul claro (celeste), branco e rosa, com o lema “Trabalha e confia” centralizado na cor branca (entre as bandeiras estaduais é a única com a cor rosa).

Significado das cores: rosa representa o pôr do sol, o entardecer capixaba; branco simboliza a paz e a pureza do Espírito Santo; e o azul representa a harmonia.

Observação: a imagem de Nossa Senhora da Penha, no Convento, trajava vestes brancas. Após ser oficializada como Padroeira do Estado, passou a ter também as cores rosa, azul e branco, idênticas às de Vitória.

A bandeira, o brasão e o selo são representações da cultura, da história e da fé do capixaba. As cores do manto de Nossa Senhora da Vitória desempenham papel central na composição dos símbolos, destacam a influência da religião, testemunho duradouro da intersecção entre religião, história e política no Espírito Santo. Nossa Senhora da Vitória e Santo Antônio são os padroeiros de Vitória.

O hasteamento das bandeiras do Brasil e do Espírito Santo é realizado nos edifícios públicos e nas escolas. A faixa governamental é caracterizada pelas cores da bandeira e do brasão do Espírito Santo.

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