Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Tribuna Livre

Tribuna Livre

Colunista

Redação A Tribuna

Você é refém emocional? Você tem dependência emocional?

| 31/01/2020, 06:15 06:15 h | Atualizado em 31/01/2020, 17:51

Luiza Lopes
Luiza Lopes |  Foto: Tribuna Livre
Conhece alguém que se mantém preso a um determinado relacionamento, mesmo estando profundamente infeliz? O que a impede de colocar fim à situação que a oprime?

O que acontece é que, às vezes, a pessoa se perde de si mesma e se torna refém do outro. O nome da doença é dependência emocional. A pessoa geralmente acredita que tem que agradar ao outro o tempo todo, se anulando tanto que não se acha mais capaz de andar com as próprias pernas.

Dominada pelo medo, ela vai se encolhendo, sumindo cada vez mais na relação até perder toda a sua identidade.

Muitas vezes a dependência emocional tem sua raiz na infância. Fatores ambientais onde o bebê não se sentiu querido e valorizado por pessoas significativas e ele então passa a desenvolver uma imagem distorcida de si mesmo e começa a nutrir o sentimento de “não adequação”.

Assim, cria-se a relação de submissão, de dependência do outro, como uma estratégia para evitar o abandono. Quando adulto, o dependente emocional vive a relação amorosa com apego obsessivo no lugar de uma troca de afeto saudável. A pessoa começa a se anular, a sumir na relação.

Discordar do outro, então, nem pensar!

É como se disparasse na mente o botão perigo, sinalizando que a situação deve ser evitada.
Tanto a mulher quanto o homem podem desenvolver essa dependência, e os sintomas são os mesmos. Em geral, cria-se uma relação parasitária com exagerada necessidade de aprovação do outro.

Romances como “Romeu e Julieta” ilustram formas patológicas de amor que podem ser identificadas como uma dependência emocional ao outro. 

Essa dependência é muito comum em várias fases da vida. Quando bebês, momento em que constituímos nosso psiquismo, fomos dependentes de quem cuidava de nós. A mãe é nosso elo com o mundo. Tanto que, nos primeiros meses de vida, nem conseguimos diferenciá-la de nós.

Somente na primeira infância, o bebê percebe que a mãe não é ele e aí começa a criar autonomia. Uma vivência adequada com a mãe nesta fase pode desenvolver uma estrutura psíquica forte e saudável, e talvez evitar a dependência na fase adulta. A dependência é patológica, tira-nos da normalidade e, principalmente, nos traz sofrimento e angústia.

O que é o amor saudável? Companheirismo, respeito às diferenças individuais e confiança mútua são ingredientes de uma relação saudável. Nesta relação, experiências são compartilhadas com alegria e há construção e não destruição.

É natural que sejamos em alguns momentos dependentes e em outros não tanto. Mas é patológico não alternar entre esses dois estados, vivendo intensamente um dos dois, por fixação. Em muitos casos, a ideia de ficar sozinho apavora, pois estaremos em contato direto com nossos próprios pensamentos e isso pode ser assustador.

A Programação Neurolinguística (PNL) nos ensina a desenvolver a autopercepção e a fazer mudanças favoráveis na nossa estrutura mental e emocional, criando assim atitudes adequadas e nos permitindo um viver melhor, para que possamos contribuir efetivamente para a construção de um mundo mais humano e feliz.

LUÍZA LOPES é pedagoga, especialista em programação neurolinguística, coaching e psicologia positiva

MATÉRIAS RELACIONADAS