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Colunista

Redação A Tribuna

Sábio é quem aprende com a experiência alheia

| 07/12/2019, 10:01 10:01 h | Atualizado em 07/12/2019, 10:03

Na semana passada, tivemos por aqui, nos Estados Unidos, a celebração do famoso feriado de Thanksgiving (Dia de Ação de Graças, destinado a agradecer a Deus os bons acontecimentos do ano). Aproveitamos a oportunidade para visitar amigos que moram em Nova Iorque.

A Big Apple, como é conhecida Nova Iorque, dá inúmeras aulas de gestão a quem percorre suas ruas e avenidas com o olhar atento. A cidade mais populosa dos EUA e uma das áreas metropolitanas mais povoadas do mundo recebe cerca de 60 milhões de visitantes todos os anos.

A Times Square, região onde se concentram os famosos teatros da Broadway, é um dos cruzamentos de pedestres mais movimentados do mundo.

Ainda assim, apesar de toda essa aglomeração (ainda mais acentuada, em razão do feriado), conseguimos, eu e minha família, percorrer, com tranquilidade, cerca de 8 quilômetros andando por alguns dos principais pontos turísticos da cidade.

O primeiro bom exemplo que salta aos olhos é a boa acessibilidade de Nova Iorque. Como estávamos com nossa filha de 9 meses, o carrinho de bebê era um item obrigatório e, por incrível que pareça, em nada nos atrapalhou.

Há acessos para carrinhos e cadeiras de rodas em absolutamente todas as ruas e calçadas. Além disso, seu sistema de metrô, diferentemente do que ocorre na maior parte do mundo, foi projetado para funcionar initerruptamente.

No que tange à segurança, Nova Iorque também dá um show! Desde 2005, apresenta a menor taxa de criminalidade entre as 25 maiores cidades americanas.

O Departamento de Polícia é a maior força policial municipal do mundo e tem como missão declarada garantir o cumprimento das leis, preservar a paz, reduzir o medo e proporcionar um ambiente seguro.

Com mais de 50.000 servidores (policiais e administrativos) o NYPD, como é conhecido, tem cumprido com maestria sua missão. É impossível andar mais de 5 minutos pelas ruas de Nova Iorque sem “trombar” com um policial ou com uma viatura. A sensação de segurança é total!

Para sustentar a boa qualidade dos serviços oferecidos à população e aos turistas, a economia da cidade é extremamente diversificada. Apenas a título de exemplos, podemos citar o Porto de Nova Iorque, que movimentou, em 2017, um volume recorde de carga.

Multinacionais, teatro, moda, imóveis, pesquisa, tecnologia médica, instituições sem fins lucrativos, universidades e outros ramos de negócios também contribuem para a pujança da cidade.

O turismo é uma das principais atividades econômicas e gerou, em 2014, uma alta histórica de mais de 61 bilhões de dólares (R$ 255 bilhões) em impacto econômico para a cidade.

Em 2017, Nova Iorque registrou o menor número de homicídios, desde 1951, quando era considerada uma das cidades mais violentas dos EUA.

Investimentos em tecnologia, ferramentas de gestão aplicadas à segurança pública (Compstat) e um incremento considerável nas forças de segurança da cidade foram alguns dos elementos chaves para essa transformação.

Exemplos como o de Nova Iorque podem e devem ser usados nas cidades e estados brasileiros.

Adequando os orçamentos, explorando as vocações econômicas de cada região e utilizando ferramentas de gestão que têm dado certo em outros locais do mundo podemos ganhar tempo, poupar o dinheiro dos contribuintes e o melhor de tudo, oferecer os serviços que a sociedade brasileira espera e merece!

EUGÊNIO RICAS é delegado federal, adido da Polícia Federal nos EUA e mestre em Gestão Pública pela Ufes.

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