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Tribuna Livre

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Retomada de eventos culturais é um alívio para o setor artístico

12/10/2021 10:29:28 min. de leitura

A vacinação em massa, a não aglomeração de pessoas, e os protocolos sanitários são as medidas preventivas eficazes para conter a proliferação das novas cepas do novo corona vírus.
Devido ao isolamento social inicial, o segmento de eventos do país sofreu drasticamente. Um levantamento feito pelo Sebrae, em abril 2021, mostra que a pandemia do coronavírus afetou 98% do setor de eventos.
Buscando soluções para sobreviver a este momento, 30,1% dos empresários estão aprimorando a gestão dos seus negócios. Os setores de turismo, de eventos culturais e sociais estão entre os mais afetados e necessitam de todo o apoio para superarem este período desafiador.
Produtores culturais, artistas e gestores de espaços de cultura e arte começaram a ficar aliviados com a perspectiva da retomada das atividades aos poucos, mantidos os protocolos estabelecidos, com público reduzido e monitorado, mantendo a coerência e os indicadores pandêmicos que permitam esta retomada. Festas natalinas, réveillon e Carnaval voltam a serem planejadas.
A liberação, mesmo que parcial e com restrições, dos eventos é alento ao segmento artístico e cultural capixaba, impedidos de trabalhar desde março de 2020. Todos estão bem otimistas, mas mantendo, em muitos casos, o formato hibrido, presencial e virtual, que vem sendo adotado com muita frequência e sucesso desde o ano passado.
Acredito que à medida que a vacinação for avançando, mais pessoas irão adquirir confiança, e todos torcemos para que até o fim deste ano possamos voltar a uma certa normalidade.
Existe uma grande demanda reprimida, mas todo cuidado tem que ser dado ao cumprimento dos protocolos, e, em cima das limitações, o produtor tem que fazer uma perfeita análise para saber se o seu evento programado será viável ou não, com a perspectiva de ter que se planejar em cima de uma redução de 50% das vendas de ingressos, e de serviços de alimentos e bebidas.

O Espirito Santo tem uma grande diversidade de atrações culturais e turísticas, mas o produtor tem que ter a plena certeza do que cabe (ou não) do seus eventos dentro das exigências sanitárias, de restrições e controles, onde eventos maiores, como feiras de negócios, demandam um tempo maior de planejamento.

Temos agora a oportunidade de mostrar ao mercado, e à sociedade capixaba, que o setor de eventos não é um “patinho feio” em meio às demais atividades econômicas durante a pandemia, onde equivocadamente colocaram todos os eventos culturais, artísticos e turísticos em uma mesma prateleira, não se levando em consideração que existem muitos projetos que seguiram e seguem à risca os protocolos sanitários de saúde.

O segmento está se reinventando e se adaptando aos novos tempos, onde a retomada está vindo com muita esperança para todos. Há um consenso entre os profissionais de saúde e produtores de eventos que apenas em 2022, quando a vacinação atingir um grande percentual dos brasileiros, é que teremos uma normalização completa do segmento.

Manoel Goes é escritor.