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Tribuna Livre

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Podcast é um modelo de negócio ou virou entretenimento?

17/09/2021 11:19:33 min. de leitura

O Podcast como um negócio já é realidade para ao menos 22% dos produtores desse tipo de conteúdo no Brasil. Em torno de 65% ainda faz por hobby, mas a tendência, a curto prazo, é que esta realidade mude. Os dados são da Associação Brasileira de Podcasters (ABPOD), divulgados no início deste ano, como resultado da última pesquisa realizada no ano passado.

Ainda é um grande desafio, mas é possível, sim, ver neste campo um novo mercado de comunicação surgindo. É uma área que envolve diversos profissionais, formando uma verdadeira cadeia produtiva. Isso porque para fazer um podcast para ser comercializado é preciso pensá-lo como um negócio profissional desde o início.

Para ter resultado positivo, é necessário escolher um bom tema, o público a ser atendido, uma fonte de informação crível, qualidade de captação de áudio, criatividade e conhecimento para a edição do material bruto. E, depois, pensar numa forma eficaz de distribuição deste produto final.

É possível fazer isso com um profissional? Sim, desde que ele detenha todos os conhecimentos necessários. Caso não, vale a pena avaliar a possibilidade de contratação de outros profissionais, como produtor textual, produtor de áudio e até um contato comercial para a divulgação e comercialização deste produto.

O custo disso vai depender do número de profissionais envolvidos e o valor de cada um. Ou, para quem domina a fase de produção de ponta a ponta, o cálculo deverá envolver tempo, esforço, criatividade, ou seja, algo mais subjetivo de se mensurar.
Uma vantagem é que, por enquanto, as plataformas digitais de áudio não cobram nada para hospedarem os podcasts produzidos no País.

Segundo dados da pesquisa Ibope, em 2020, o Brasil ocupou o quinto lugar no ranking mundial de crescimento da produção de podcasts. Entre 2019 e 2020, ganhou mais 7 milhões de ouvintes acima dos 16 anos, que escutam o conteúdo principalmente pelo smartphone.

Com o número de ouvintes em crescimento, este parece ser um bom momento para investir num podcast. Há pessoas que consomem esse tipo de conteúdo por horas.

É um espaço de consumo muito interessante. Não é à toa que grandes marcas, como Azul Linhas Aéreas, Natura, Heineken e Tetra Pak, investiram neste tipo de mídia para alcançar seus clientes de forma criativa e com foco a converter audiência em vendas.

Seja na comunicação interna ou externa, o áudio é uma excelente ferramenta. O rádio está de pé há anos não é à toa. A diferença agora é que o ouvinte escolhe o que, quem, como, quando e onde quer ouvir. Ele tem mais autonomia e o poder de escolher o tema e de que fonte quer extrair a informação.

Os podcasts se converteram em espaço de difusão de informação verídica e grande aliado no combate às fake news. Para quem não tem o hábito de consumir este tipo de mídia, fica aí a dica para novas formas de consumo e experiência.

Renata Rocha é podcaster e autora do podcast Ping Pong.