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O futuro das transações financeiras já chegou

| 20/08/2021, 09:57 09:57 h | Atualizado em 20/08/2021, 10:00

Atualmente, a tecnologia desempenha um papel fundamental no universo financeiro. No entanto, mudanças previstas até o final de 2021 comprovam que o futuro das transações ligadas às finanças já chegou.

Se você utiliza aplicativos dos principais bancos no Brasil, já deve ter visto anúncios sobre o open banking. O nome deriva do conceito de open data, um entendimento de que dados devem ser livremente utilizados e disponíveis para exploração de pessoas físicas ou jurídicas.

Aplicado ao sistema econômico, significa a descentralização de informações financeiras e o compartilhamento de dados para melhoria das ofertas de produtos e serviços.

Assim, a concepção de posse de informação mudou: os dados passam a ser propriedade de seus titulares, não mais de instituições financeiras. Ou seja, o ponto fundamental do open banking é o controle total dos clientes sobre seus dados.

Somente os titulares podem autorizar o fluxo de seus dados entre instituições financeiras, havendo obrigatoriamente o consentimento para o compartilhamento. A autorização para acesso aos dados terá validade máxima de 12 meses, mas pode ser alterada ou retirada a qualquer momento.

O open banking não é exclusividade brasileira, e cada país tem liberdade para criar suas próprias regras. O Reino Unido foi o pioneiro no desenvolvimento do modelo, tendo implementado seu sistema em 2018. De acordo com dados da Juniper Research, o open banking no mundo deve atingir 40 milhões de usuários em dezembro de 2021.

A dinâmica financeira tende a evoluir de uma relação de dependência entre cliente e banco para uma de encaixe entre produtos de diferentes instituições financeiras.

Seria como uma peça de Lego: você escolhe as soluções com melhores taxas e condições de acordo com suas necessidades. Algo como ter conta em um banco, adquirir empréstimo em outro e manter sua aposentadoria privada em um terceiro.

Em resposta, o mercado financeiro deve investir em inovações. Poderemos assistir ao surgimento de plataformas de comparação de produtos, serviços e taxas, nos moldes dos atuais agregadores de passagens aéreas e hotéis.

O mês de dezembro deste ano também marcará a estreia do open insurance no Brasil. As normas estabelecem condições para permitir que o consumidor acesse e compartilhe seus dados com outras seguradoras ou terceiros, de forma segura, ágil, precisa e conveniente – e quando desejar.

A expectativa é de que o novo modelo traga facilidades aos consumidores – dentre as quais se destaca a possibilidade de consolidação da vida financeira, incluindo seguros, previdência ou capitalização, facilitando a organização e o planejamento.

Tudo isso será possível por meio da integração de plataformas e infraestrutura de tecnologia. Portanto, a regulamentação do open insurance no âmbito do setor de seguros é fundamental para que todas as seguradoras possam participar do open finance, permitindo, assim, que seus consumidores possam usufruir de todas as vantagens que estarão disponíveis com o ecossistema.

Ricardo Aragon é administrador e especialista em mercado de capitais.

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