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Redação A Tribuna

O empreendedorismo inovador e as instituições de ensino

Muito provavelmente, você já disse, ouviu dizer ou leu a frase: “O brasileiro precisa ser estudado pela Nasa”. Ela, geralmente, é relacionada a alguma situação inusitada, que revela, na verdade, uma grande capacidade de adaptação

Úrsula Ribeiro | 22/01/2022, 08:36 08:36 h | Atualizado em 22/01/2022, 08:37

O empreendedorismo inovador e as instituições de ensino
O empreendedorismo inovador e as instituições de ensino |  Foto: Canva
  

A adaptabilidade é uma característica marcante do empreendedorismo, que se alimenta de enxergar oportunidades onde muitos veem apenas condições adversas. É o empreendedorismo que movimenta a economia e gera trabalho e renda. 

Como conhecer e não se encantar com a história de Rick Chesther, que, de vendedor de água na praia, tornou-se palestrante internacional, aplaudido, inclusive, na prestigiada Universidade de Harvard? 

Isso depois de viralizar nas redes com um vídeo em que ensinava a lucrar 300%, investindo R$ 10 em garrafas de água mineral. O espírito empreendedor de Rick o fez chegar longe. 

 Será que essa veia empreendedora nasce com a gente? É provável que sim. Mas, se não for esse o caso, é importante saber que os atributos do empreendedorismo podem, e devem, ser aprendidos. A universidade, inclusive, é um espaço propício para isso. 

Apenas formar profissionais para ocuparem vagas nas empresas já existentes se tornou ultrapassado. Hoje, é preciso formar profissionais que estejam preparados também para empreender. 

Uma solução para reunir conhecimento, boas ideias e prática são os hubs de inovação criados dentro das próprias instituições de ensino superior. São espaços para discussão de ideias em caráter colaborativo, que aliam diferentes atores sociais, como estudantes, empreendedores, entidades públicas, instituições educacionais e comunidade local.  

Dessa forma, o modo de pensar e agir se transforma, fazendo com que ideias sejam avaliadas e, com uma rapidez imensurável, virem projetos, seja para desenvolvimento de novos negócios (como startups), seja para aperfeiçoamento e otimização de soluções já existentes. É o que chamamos de empreendedorismo inovador.  

Esses espaços, vale destacar, são férteis não só para quem quer se tornar empresário. Apesar de ter a essência mais relacionada à criação de negócios, o empreendedorismo possui ramificações que podem ser adaptadas a diferentes contextos. 

O intraempreendedorismo, por exemplo, é a vertente em que as pessoas adotam técnicas para empreender em seus próprios postos de trabalho ou para ascensão pessoal. 

Empreender inovando requer mudanças nas formas de realizar. Voltamos, então, ao que citei lá no início deste texto: a capacidade de adaptação. Todo indivíduo, dentro da sua realidade, precisa viver essa transformação, se quiser sair do lugar, progredir. As formas de pensar e agir precisam ser mudadas. 

Se a tecnologia acelerou a dinâmica do empreendedorismo, devemos, nós, pensar de forma diferente, com mais agilidade, porque o empreendedorismo colaborativo requer pessoas colaborativas. O mercado requer profissionais inovadores, independentemente da posição que desejem ocupar na cadeia produtiva.

PAULO VITOR BRUNO ONEZORGE é diretor-executivo da faculdade UCL

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