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Redação A Tribuna

Em ano de eleição, as propostas para os novos prefeitos

| 23/01/2020, 08:05 08:05 h | Atualizado em 23/01/2020, 08:08

Com as eleições municipais já batendo à porta, é bom o eleitor ter atenção com as propostas dos candidatos, se serão expostas com verdade e passíveis de realização.

Até porque, para um gestor obter sucesso, é preciso que a gestão seja planejada para o sucesso, e para tanto, a futura administração deve estar alicerçada em três pilares: princípios, métodos e meios.

O primeiro pilar, os princípios, referem-se aos valores e propósitos da gestão. Valores como democracia, responsabilidade fiscal, transparência, estabilidade jurídica e política são fundamentais para criar uma sinergia positiva entre todos os agentes envolvidos para o cumprimento do propósito maior da gestão pública: a evolução permanente da qualidade de vida da população.

Naturalmente, a ausência desses valores possibilita a criação de um ambiente propício à corrupção e à malversação dos recursos públicos, mas não basta apenas ter bons princípios para se atingir o propósito final. É necessário também uma gestão com métodos e meios eficientes, com planejamento e organização, para o alcance de indicadores positivos na avaliação dos resultados.

Os métodos advêm da inteligência e do conhecimento científico, aplicados na execução das gestões das políticas públicas, tanto das áreas meio, como das áreas finalísticas, por intermédio dos instrumentos gerenciais de planejamento.

Trata-se do planejamento estratégico, com a definição de entregas, objetivos e metas, para cada ação de governo, com prazos determinados e definição de responsáveis, tudo isso lastreado em condições financeiras adequadas.

A grande arte do gestor público é equacionar as necessidades (demandas) mediante o desenvolvimento das ações do planejamento. Isto exige que uma gestão seja fortemente instrumentada com sistemas de tecnologia da informação em todas as áreas do governo.

Por fim, os meios referem-se aos recursos necessários para a concretização das ações de governo.

Trata-se dos recursos financeiros e dos recursos humanos. Sem recursos financeiros tudo fica mais difícil, ou, quase impossível. Bons gestores devem atuar com uma visão empreendedora na captação de recursos financeiros, o que vai além da cobrança de impostos e taxas.

Nesse sentido, deverão se estruturar para obter recursos de convênios, de operações de crédito e, de forma mais “agressiva”, incrementar as concessões e permissões de uso onerosa e as parcerias público-privadas.

Não dá mais para financiar as políticas públicas apenas com as receitas tributárias arrecadadas da população. Há de se planejar também para aumentar e diversificar a base econômica geradora dos tributos.

Igualmente não é possível tratar com desdém os recursos humanos, as pessoas, que são os reais construtores de uma gestão de sucesso, de uma gestão que realiza entregas, e que proporcione melhor qualidade de vida para a população.

Marcos Bragatto é consultor do Tesouro Estadual, economista e especialista em Gestão de Finanças.

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