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Redação A Tribuna

Efeito sanfona é o vilão da qualidade de vida

Nilo Neto | 18/01/2022, 12:13 12:13 h | Atualizado em 18/01/2022, 12:13

O efeito sanfona de perder peso e ganhar de novo, depois perder e voltar a ganhar novamente, é um círculo vicioso que pode causar a sarcopenia, perda muscular relacionada às dietas muito agressivas.

Após os 30 anos de idade, é esperada uma perda de massa muscular de até 5% por década fisiologicamente. Porém, essa estimativa é muito agravada pela falta de atividade física com carga ou pelas dietas restritivas e sem acompanhamento nutricional.

Derivado do grego, o termo sarcopenia significa “perda da carne” e diz respeito à diminuição da massa muscular, conhecida como massa magra no corpo. Esse processo faz parte do envelhecimento e é, em parte, responsável pela perda da qualidade de vida na terceira idade.


Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, cerca de 15% dos brasileiros têm sarcopenia a partir dos 60 anos, chegando a 46% após os 80 anos.


A perda acentuada de massa muscular e o aumento da gordura corporal são, além de um problema metabólico, causas de problemas ortopédicos, que provoca dor articular e risco aumentado de fraturas. A doença não está ligada apenas ao envelhecimento.

O câncer, processos infecciosos ou inflamatórios graves, traumatismos sérios levam a uma perda de massa muscular acelerada, muito mais grave do que aquela que ocorre no envelhecimento.

Os primeiros sinais da doença são a dificuldade em realizar atividades físicas, anteriormente consideradas fáceis, como subir escada, trocar uma lâmpada e carregar malas ou compras.

Há também o desequilíbrio ao andar em terrenos acidentados, como ruas com desníveis e buracos, e a pessoa passa a ter quedas constantes quando a perda muscular já está em estado avançado.

Logo vemos a importância do acompanhamento nutricional correto e a necessidade de exercícios regulares e com carga, para reduzir a perda progressiva de massa muscular. O mais indicado são os exercícios de força, pois os exercícios aeróbicos fazem com que o corpo perca massa magra com eles e, neste caso, o mais eficaz é o exercício de força que pode ser praticado na musculação, pilates, aulas funcionais.

O tratamento pode durar meses ou anos. O paciente deve mudar o estilo de vida. O sedentarismo é um dos grandes vilões dessa história. Com o processo de envelhecimento é comum que as pessoas fiquem restritas às suas casas, se movimentem menos e evitem a prática de exercícios físicos.

No caso de pacientes que perderam massa muscular durante uma enfermidade como a covid, o tratamento cessa com a recuperação do volume e da força muscular.

Nos estágios mais avançados, o tratamento pode incluir também o uso de anabolizantes com acompanhamento médico. Trata-se da aplicação de hormônios sintéticos que imitam a função que hormônios tróficos têm em nosso corpo, contribuindo para o aumento da massa muscular.

A prevenção, no entanto, ainda é o melhor remédio. Deve-se começar cedo, ainda na juventude. O quanto antes as pessoas adquirirem o hábito de se exercitar será melhor, pois já se começa a preparar o corpo para um envelhecimento mais funcional, com qualidade de vida e maior longevidade.

NILO NETO é ortopedista

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