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Redação A Tribuna

Doenças de gente idosa? E de jovens também!

Gustavo Genelhu | 16/07/2022, 15:42 15:42 h | Atualizado em 16/07/2022, 15:42

É extensa a lista de problemas de saúde associados ao envelhecimento: artrite, artrose, diabetes, hipertensão, doenças degenerativas como o Alzheimer.

A propensão a tais doenças na terceira idade é uma realidade, mas não uma exclusividade das pessoas idosas. Ainda que em menor proporção, os mais jovens podem ser afetados por patologias consideradas “doenças de gente idosa” e vale estar atento para essa possibilidade.

 O Mal de Parkinson, por exemplo, é uma doença progressiva do sistema central que atinge de 1 a 2% da população mundial com mais de 65 anos. Recentemente, a jornalista Renata Capucci, de 49 anos, contou que foi diagnosticada há quatro anos com o problema e segue fazendo tratamento.

Há patologias que ainda não se sabe ao certo o motivo de acometerem indivíduos jovens. Em casos de doenças degenerativas, como Mal de Parkinson ou algumas demências, elas estão muito ligadas a problemas congênitos, e não trazem respostas satisfatórias quando se investiga a fundo as suas origens. 

Para combatê-las, dispomos dos avanços da Medicina disponíveis e esperamos que novas soluções surjam a curto prazo para que os seus impactos sejam minimizados ou até mesmo eliminados das vidas dos pacientes.

Outras doenças, contudo, muitas vezes surgem em razão do estilo de vida desregrado, em que boas práticas de prevenção são ignoradas ao longo dos anos.

Um exemplo é a hipertensão, que pode acometer os mais novos principalmente pelo estilo de vida: sedentarismo, obesidade e vício em bebidas alcoólicas contribuem para essa condição.

Tais hábitos, somados ao tabagismo e consumo exagerado de comidas e bebidas açucaradas e gordurosas, também contam muito para o surgimento de doenças que poderiam surgir mais tarde, ou até mesmo nunca aparecer, como diabetes e colesterol.

Associados às doenças congênitas ou hereditárias, os hábitos ruins contribuem para o envelhecimento precoce. É fundamental, portanto, estar atento às boas práticas que, juntas, irão resultar em uma vida saudável em qualquer fase da vida.

Da mesma forma que é possível ter uma velhice com saúde, também é possível ter uma juventude adoecida, que certamente poderá resultar numa terceira idade repleta de comorbidades. E mesmo havendo tratamentos, os sintomas reduzem a expectativa e a qualidade de vida.

A saúde é uma construção diária. Por isso vale lembrar que problemas de saúde não são uma “punição” trazida pela idade avançada. São a somatória de escolhas, muitas vezes desprovidas de consciência e autocuidado.

A idade nos traz benefícios e limitações, mas é possível desfrutar de saúde e longevidade quando a prioridade é cuidar da vida nos detalhes.

Cedo ou tarde, o resultado das nossas escolhas acaba chegando. Que elas sejam acertadas para que a juventude não carregue o fardo das doenças evitáveis e a velhice desfrute de toda a qualidade de vida que merece ter.

GUSTAVO GENELHU é médico geriatra

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