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Redação A Tribuna

Comer bem para viver bem

| 02/12/2019, 08:00 08:00 h | Atualizado em 02/12/2019, 08:16

Mesmo antes das muitas descobertas científicas que revolucionaram o entendimento sobre o funcionamento do corpo humano; a correlação entre alimentação, atividades físicas e condições de saúde já era bastante conhecida. Instintivamente, os seres humanos sempre souberam que a segurança alimentar não era apenas uma questão de sobrevivência momentânea.

Era importante “comer bem” para “viver bem”. Da mesma forma, há muito se sabe que realizar atividades físicas vigorosas regularmente tende a melhorar a resposta do corpo no sentido de suportar a sobrecarga sofrida.

Os aspectos físicos que decorrem de hábitos saudáveis de alimentação e da prática de exercícios têm bastante impacto na percepção estética que as pessoas têm de si e de todos à sua volta. Basicamente, parte do que enxergamos como “beleza” nada mais é do que um sinal de boa saúde e, embora beleza e saúde sejam conceitos distintos, pelo menos nesse ponto, buscado um, obtém-se o outro.

Se antigamente contávamos quase que exclusivamente com nossos instintos para determinar o que era um “hábito saudável”, hoje reunimos informações detalhas sobre milhares de nutrientes, contamos com diversos tipos de profissionais especializados nesse tema e construímos uma enorme indústria que engloba laboratórios, clínicas de estética, consultórios, academias, farmácias, entre outros estabelecimentos.

Com tudo isso, era de se esperar que as pessoas se tornassem cada vez mais saudáveis. Entretanto, em boa parte dos países mais de 2/3 da população está acima ou a baixo do peso ideal e menos de 20% dos adultos fazem exercícios regularmente.

Restringindo-se ao Brasil, estima-se que 27 milhões de pessoas sofrem de obesidade e que outros 50 milhões estejam acima do peso. Como se o atual quadro já não fosse preocupante o suficiente, as estimativas é que esses números aumentem ainda mais nos próximos anos.

Curiosamente, como já exposto anteriormente, a solução do problema é: alimentação saudável e prática regular de atividade física. Mas, por uma série de fatores, a maior parte da população não consegue manter esses hábitos e acabam por comprometer sua qualidade vida.

Para alguns especialistas, estamos diante de um quadro de saúde pública onde milhões de pessoas morrem todos os anos em decorrência de doenças típicas de pessoas sedentárias e de hábitos alimentares ruins.

Há, ainda, um grupo de pessoas que aborda essa questão apenas sob a perspectiva estética e ignora o fator “saúde” envolvido no problema. Uma busca rápida em portais de busca revela inúmeras soluções estéticas para tratar o que, claramente, é um problema de saúde.

É uma feliz coincidência que hábitos saudáveis favoreçam a saúde a percepção estética e, certamente, não há mal algum em manter um estilo de vida saudável por razões estéticas, já que os benefícios para saúde da boa alimentação e da prática exercícios regulares não se perdem pelo fato do objetivo principal ser melhorar a aparência.

Mas a correlação para por aí. Dietas “da moda” cuja única finalidade é perder peso de forma acelerada, por exemplo, além de ter eficácia duvidosa, costumam piorar a saúde de quem as pratica. Pessoas que fazem exercícios movidas apenas pelo desejo de atingir padrões de beleza em um determinado período, muitas vezes se submetem a rotinas perigosas de exercícios, comprometendo as articulações e a coluna.

É preciso ter cuidado para que a busca pela beleza não se torne um problema tão grande quanto a própria falta de hábitos saudáveis.

Edivania Viana Santana, empresária, acadêmica em nutrição e coach de emagrecimento

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